Rússia acusa Ucrânia de sabotar negociações sobre preço do gás natural

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Disputa faz parte de ampla batalha dos países, enquanto nova liderança pró-Ocidente em Kiev combate rebelião separatista

Reuters

O presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia nesta quarta-feira de colocar as negociações sobre o gás natural em um "beco sem saída", rejeitando uma oferta de corte de preços feita em meio a uma disputa que ameaça o abastecimento para o resto da Europa.

Presidente: 'Não quero vingança', diz Poroshenko em seu discurso de posse na Ucrânia

Reuters
O então presidente eleito da Ucrânia, Petro Proshenko, passa pelo presidente russo, Vladimir Putin, durante cerimônia pelo aniversário do Dia D na Normandia (6/6)

Dia 7: G7 ameaça aumentar sanções contra Rússia por crise na Ucrânia

Enquanto Kiev exigiu mudanças no contrato para diminuir os preços mais elevados na Europa para fornecimento de gás russo, Moscou também manteve suas propostas, sugerindo o corte de preço de cerca de um quinto para US$ 385 por 1 mil metros cúbicos como sua oferta final.

A disputa faz parte de uma ampla batalha entre a Ucrânia e a Rússia, enquanto a nova liderança de inclinação ocidental em Kiev luta para conter uma rebelião separatista pró-Rússia nas províncias orientais.

Conflitos sobre os preços do gás praticados pela Rússia duram anos e já levaram a cortes no abastecimento em 2006 e 2009.

Maio: Ucrânia vai manter ofensiva no leste; corpos de russos estão sendo repatriados

Putin, em reunião com seu governo nos arredores de Moscou, disse que a Rússia tinha oferecido um desconto de US$ 100 por 1 mil metros cúbicos com a remoção de um imposto de exportação. Isso colocaria o preço em linha com o pago por outros consumidores europeus.

A mais recente crise entre os dois países explodiu com a derrubada do presidente ucraniano Viktor Yanukovych, com laços com Moscou, em fevereiro. Depois disso, a Rússia anexou a região da Crimeia de seu vizinho e quase dobrou o preço que Kiev tem de pagar pelo gás.

Mais cedo nesta quarta-feira, o primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, deixou claro em uma reunião de gabinete que Kiev rejeitou a oferta da Rússia com os preços mais baixos do gás, removendo o imposto de exportação, medida que não seria escrita no contrato e que ficaria a critério de Moscou.

Leia tudo sobre: rússiaucrâniarússia na ucrâniagás naturalueputin

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas