Militantes forçam fuga de 500 mil de Mosul e avançam sobre refinaria do Iraque

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Islâmicos de grupo dissidente da Al-Qaeda já controlam parte de território no leste da Síria e no oeste e centro do Iraque

Mais de 500 mil pessoas foram forçadas a fugir de Mosul depois que militantes islâmicos de um grupo dissidente da Al-Qaeda efetivamente tomaram o controle da segunda maior cidade iraquiana, informa a Organização Internacional de Migração.

Terça: Militantes islâmicos capturam parte de Mosul, segunda maior cidade do Iraque

Reuters
Famílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6)

Nesta quarta-feira, fontes de segurança informaram que os militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) avançaram sobre a cidade de Baiji, sede de uma refinaria de petróleo, e colocaram fogo no tribunal e na delegacia de polícia local.

Segundo as fontes, 250 guardas da refinaria tinham concordado em se retirar para outra cidade depois que os militantes enviaram uma delegação de chefes tribais da região para convencê-los a sair.

Jasim al-Qaisi, morador de Baiji, declarou que os militantes também ameaçaram a polícia e os soldados para que não os desafiassem. A refinaria de Baiji é a maior do Iraque e fornece derivados de petróleo para a maioria das províncias do país.

Em Mosul, os soldados estão entre os que fogem enquanto centenas de jihadistas do EIIL invadiram a cidade e boa parte da província de Nineveh.

O primeiro-ministro Nuri Maliki pediu que o Parlamento declarasse estado de emergência. Para os EUA, os acontecimentos mostram que o grupo militante, que agora controla um território considerável no leste da Síria e no oeste e centro do Iraque, é uma ameaça para toda a região. O grupo tenta montar um enclave militante ao longo da fronteira dos dois países.

AP
Refugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6)

Residentes em Mosul disseram que há bandeiras jihadistas nos prédios e que os militantes anunciaram por alto-falantes que "vieram libertar" a cidade. "A situação é caótica dentro da cidade, e não há ninguém para nos ajudar", disse o funcionário do governo Umm Karam. "Estamos com medo."

*Com AP e Reuters

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