Corte do Egito sentencia a 15 anos ícone de protestos de 2011 contra Mubarak

Por iG São Paulo |

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Pena contra Abdel-Fattah, 33, é a mais dura já emitida contra qualquer um dos ativistas liberais e pró-democracia de 2011

Um tribunal egípcio sentenciou nesta quarta-feira o proeminente ativista Alaa Abdel-Fattah, ícone do levante popular de 2011 contra Hosni Mubarak, a 15 anos de prisão por manifestar-se sem permissão e por atacar um policial, disse o advogado dele. A decisão provavelmente vai provocar indignação entre grupos de defesa dos direitos humanos, que pedem mais liberdades no país.

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AP
O proeminente blogueiro egípcio Alaa Abdel-Fattah é visto em frente de corte penal no Cairo, Egito

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A sentença contra Abdel-Fattah, 33, que destacou-se como um dos líderes dos protestos de 2011 e por sua atividade na mídia social, é de longe a mais dura já emitida contra qualquer um dos ativistas liberais e pró-democracia por trás da mobilização popular que pôs fim aos 29 anos do regime de Mubarak. Outros 24 réus também foram sentenciados a 15 anos de prisão por acusações semelhantes.

A sentença foi divulgada três dias depois de o ex-chefe do Exército Abdel Fattah al-Sissi ter tomado posse como presidente, praticamente um ano após ter derrubado o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, Mohammed Morsi, da Irmandade Muçulmana.

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Desde a queda de Morsi, forças de segurança mataram centenas de partidários da Irmandade Muçulmana e prenderam ao menos 16 mil. Elas também cercaram ativistas seculares como Abdel-Fattah, alimentando preocupações de que as autoridades estão voltando aos tempos de Mubarak, quando qualquer forma de dissidência era arriscada.

Autoridades de segurança afirmaram que, apesar de Abdel-Fattah ter sido condenado e sentenciado à revelia, ele compareceu à corte do Cairo no fim do dia e foi detido pela polícia. A sentença à revelia significa que agora ele enfrenta um novo julgamento automático, embora a condenação permaneça nesse meio tempo.

O caso contra Abdel-Fattah remonta ao fim do ano passado, quando ele foi acusado de participar de uma manifestação "não autorizada" contra uma controversa lei que impõe rígidas restrições a protestos de rua. Segundo os promotores, ele foi acusado de participar de uma demonstração ilegal, de usar a força para tomar um rádio de um policial e de bloquear o trânsito.

El-Sissi afirmou ter a intenção de manter a lei de protesto e que a liderdade de expressão terá de aguardar enquanto ele prioriza a restauração de segurança e o estímulo à enfraquecida economia do país.

*Com AP e Reuters

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