Boko Haram sequestra mais 20 mulheres na Nigéria, segundo testemunhas

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Grupo militante islâmico é o mesmo que raptou 200 estudantes em abril; as meninas foram levadas em vans no Estado de Borno

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O grupo extremista islâmico da Nigéria Boko Haram é suspeito de ter sequestrado mais 20 mulheres, segundo relato de testemunhas. O grupo é o mesmo que chocou o mundo ao raptar 200 estudantes em abril.

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AFP
Boko Haram é o mesmo grupo que sequestrou 200 estudantes em abril


As mulheres foram carregadas em vans sob a mira de armas e levadas para um local desconhecido no Estado de Borno, acrescentam as testemunhas. O Exército não se pronunciou sobre o incidente, que ocorreu em um acampamento nômade da etnia fulani na quinta-feira.

Os militares têm enfrentado críticas crescentes por não conseguir impedir os ataques de militantes no nordeste da Nigéria. Apesar de vigorar um estado de emergência na região, os moradores dizem que o Exército é omisso, permitindo que os militantes do Boko Haram continuem seus ataques.

O grupo tem agido de forma cada vez mais sangrenta desde 2009, na tentativa de criar um estado islâmico na Nigéria. Milhares de pessoas morreram nesses ataques e nas reações de segurança subsequentes.

Veja as fotos sobre o sequestro das nigerianas

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

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"Tarde demais"

O último incidente, envolvendo as 20 mulheres, ocorreu perto de onde mais de 200 estudantes foram capturadas em 14 de abril - a remota aldeia de Chibok, perto da fronteira com Camarões.

Um membro de um grupo de vigilantes local, criado para resistir a tais ataques, disse que os militantes também levaram três homens que tentaram impedir o rapto.

"Tentamos ir atrás deles quando a notícia chegou até nós cerca de três horas depois, mas os veículos que temos não conseguiriam ir muito longe, e o relato chegou a nós um pouco tarde", disse Alhaji Tar.

Desde o sequestro das estudantes, o governo vem enfrentando crescente pressão, tanto internamente quanto no exterior, para agir mais no combate ao Boko Haram.

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Na segunda-feira, os militares anunciaram que haviam matado 50 insurgentes em operações antiterrorismo nos últimos dias e impedido novas invasões islâmicas em aldeias em Borno e no Estado vizinho de Adamawa.

O anúncio foi feito após uma onda recente de ataques de rebeldes a aldeias - apenas um deles teria matado 200 pessoas na região de Gwoza, em Borno. Apenas neste ano, 3,3 mil pessoas já teriam sido mortas pelo Boko Haram, segundo um novo relatório do Centro de Monitoramento de Deslocados Internos e do Conselho Norueguês de Refugiados.

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O governo do Reino Unido vai sediar uma reunião sobre a segurança no norte da Nigéria em Londres em 12 de junho, na sequência da reunião realizada no mês passado em Paris, sobre a luta contra Boko Haram.

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