Atentado contra partido curdo-iraquiano e outros ataques matam 40 no Iraque

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Maior ataque aconteceu em Tuz Khormato contra escritórios; onda de violência matou 799 apenas em maio, segundo a ONU

Uma explosão dupla nos escritórios de partidos políticos curdos no norte do Iraque foi o mais mortífero de uma série de atentados que deixaram ao menos 40 mortos nesta segunda-feira (9), de acordo com autoridades.

Sábado: Extremistas sunitas invadem universidade e fazem reféns no Iraque

Reuters
Pessoas observam local de ataque com carro-bomba na cidade de Tuz Khurmato, norte da capital Bagdá, no Iraque


2009: Refém britânico Peter Moore é libertado no Iraque

O ataque duplo aconteceu na cidade de Tuz Khormato, a cerca de 200 quilômetros ao norte de Bagdá, quando um homem explodiu um caminhão carregado com explosivos contra um posto de controle que leva aos escritórios da União Patriótica do Curdistão (PUK, na sigla em inglês) e nas proximidades do Partido Comunista do Curdistão.

Segundo o prefeito Shalal Abdoul, outro caminhão-bomba explodiu, possivelmente por meio de controle remoto, enquanto as pessoas corriam do local onde o primeiro atentado aconteceu. As explosões deixaram 22 mortos e cerca de 150 feridos, disse. Várias casas e carros ficaram destruídos.

Foi o segundo atentado duplo em escritórios de curdos em poucos dias. No domingo, um carro-bomba explodiu perto de escritórios do PUK na cidade de Jalula, noroeste de Bagdá, na Província de Diyala, cuja etnia é mista, deixando 19 mortos.

Violência: Tentativa de libertar reféns católicos termina em mortes em Bagdá

Também nesta segunda homens armados abriram fogo contra um posto de controle de segurança a nordeste de Bagdá, matando quatro soldados e dois policiais, informou a polícia. O tiroteio aconteceu na cidade de Kanaan, a cerca de 75 km do nordeste da capital.

Em Bagdá, homens armados alvejaram um agente imobiliário após reduzirem a pó seu escritório no oeste da cidade, informou a polícia. A explosão de uma bomba também matou um funcionário do governo no leste de Bagdá, informou a polícia.

Pouco antes do pôr do sul, um suicida dirigiu seu caminhão carregado de explosivos contra o portão de uma unidade militar na cidade de Mossul, no norte, matando três soldados e deixando 15 feridos, disse a polícia.

À noite, a explosão de um carro-bomba em uma praça no distrito oriental xiita de Cidade Sadr deixou quatro mortos e nove feridos. Minutos depois, dois ataques a bomba em dois distritos de Bagdá deixaram três mortos e sete feridos.

Autoridades médicas confirmaram as mortes de todos os ataques. Os funcionários falaram com os jornalistas sob condição de anonimato porque não foram autorizados a dar informações à imprensa.

Enquanto isso, o chefe do conselho provincial de Anbar, Sabah al-Karhout, disse aos repórteres em Ramadi que homens armados ainda mantinham como reféns 15 profissionais da Universidade de Anbar em um prédio do campus depois que militantes invadiram o local dias antes.

No sábado (7), homens armados atacaram a universidade perto da cidade de Ramadi e mantiveram dezenas de alunos dentro de dormitório. Centenas de universitários estavam no local, de acordo com Karhout. Várias horas depois, os homens deixaram a universidade em circunstâncias pouco conhecidas. Os alunos, em seguida, embarcaram em ônibus fornecidos pelo governo local para fugir.

De acordo com Karhout, autoridades afirmam que ao menos 15 funcionários da instituição continuam desaparecidos, provavelmente mantidos reféns pelos militantes dentro do campus. Mais de US$ 10 milhões - aproximadamente R$ 22 milhões - foram roubados do cofre da faculdade, disse.

Não ficou claro como as forças de segurança não encontraram o grupo armado após inspecionar o campus.

O Iraque está lidando com sua pior onda de violência desde o derramamento de sangue sectário de 2006 e 2007, quando o país foi empurrado para a beira da guerra civil, apesar da presença de dezenas de milhares de soldados norte-americanos.

De acordo com dados das Nações Unidas, 8.868 pessoas foram mortas no Iraque em 2013. A missão da ONU disse que maio deste ano foi o mês mais mortífero até agora, com 799 iraquianos mortos, 603 deles civis.

*Com AP e Reuters

Leia tudo sobre: atentado no iraquecarro bombacurdosbagdarefensfallujahramadionukarhoutanbarpuk

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas