Forças de segurança diminuem presença de ativistas nas ruas da Tailândia

Por iG São Paulo |

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Número de protestos contra o golpe de Estado caiu nas últimas semanas; presença militar pelas ruas de todo o país já diminuiu

A junta militar da Tailândia manteve fora das ruas muitos dos milhares de soldados e policiais que preparou para lidar com protestos em Bangcoc neste domingo (8). O número de manifestações contra o golpe de Estado tem diminuído no país.

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AP
Pedestres passam por soldado tailandês que faz ronda em viaduto no Monumento da Vitória em Bangcoc, Tailândia


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Militares têm reprimido os dissidentes pró-democracia desde a derrubada da primeira-ministra Yingluck Shinawatra, no mês passado, buscando silenciar críticas e cortar os protestos pela raiz.

A forte presença das forças de segurança em potenciais focos de turbulências nas maiores cidades tailandesas tem limitado os grupos a pequenas reuniões, que muitas vezes são coordenadas por meio de mídias sociais e, principalmente, realizadas perto de shopping centers.

Neste domingo, poucos protestos ocorreram e a presença de segurança foi mais leve. Meia dúzia de mulheres fora de um shopping fizeram a saudação de três dedos que se tornou um símbolo do desafio ao golpe.

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Manifestantes postaram em mídias sociais fotos de pequenos grupos no principal aeroporto internacional de Bancoc fazendo a mesma saudação, que foi inspirada no filme "Jogos Vorazes".

A polícia deteve quatro manifestantes, disse o chefe da polícia nacional adjunto Somyot Poompanmoung. Desde o golpe, as autoridades obrigaram pessoas detidas a assinar documentos declarando que vão desistir da atividade política como condição para serem libertos.

Veja fotos das manifestações no país

Soldado faz ronda em Bangcoc para impedir protestos na Tailândia (20/05). Foto: APSoldados tailandeses são refletidos em um espelho enquanto guardam sede da polícia tailandesa em Bangcoc (20/05). Foto: APTailandesas fazem 'selfie' enquanto soldados do Exército rondam Bangcoc (20/05). Foto: APManifestante ergue bandeira enquanto passa pela polícia de choque da Tailândia em meio a protestos (maio/2014). Foto: APAcampamento de manifestantes é ataco em Bangcoc, Tailândia (maio/2014). Foto: APAtivistas anti-governo esperam até que o líder Suthep Thaugsuban saia do prédio do parlamento para discursar em Bangcoc, Tailândia (9/05). Foto: ReutersPolicial tailandês ferido recebe ajuda de seus companheiros após a explosão de uma bomba durante manifestações anti-governo, em Bangcoc (18/02). Foto: APManifestante antigoverno fica de prontidão durante pronunciamento de líder opositor Suthep Thaugsuban em Bangcoc, Tailândia (21/03). Foto: APPassageiros de ônibus observam figura de tamanho humano que imita policial na intersecção do monumento da vitória, onde manifestantes protestaram em Bangcoc, Tailândia. Foto: APHomem é visto com rifle escondido em meio a protesto na capital da Tailândia, marcado por tiros e explosões (1/02). Foto: Nir Elias/ReutersManifestante de oposição pintado nas cores nacionais da Tailândia atira pedras contra a polícia neste domingo (12/2013). Foto: ReutersManifestantes querem derrubar primeira-ministra Yingluck Shinawatra (12/2013). Foto: APPremiê anuncia dissolução do Parlamento e convoca eleições após 15 dias de protestos (12/2013). Foto: ReutersManifestante antigoverno (C) é detido por tropa de choque durante confrontos em estádio em Bangcoc, Tailândia (12/2013). Foto: APDurante apitaço, manifestantes ofereceram rosas aos policiais em Bangcoc (12/2013). Foto: APTailandeses bloqueiam entrado do Ministério das Finanças, em Bangcoc (12/2013). Foto: AP

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"Essas quatro pessoas serão trazidas para o acampamento do exército para ajustar a sua atitude política mais tarde", disse Somyot à Reuters. "Nós não utilizamos plenamente a capacidade das forças. O protesto foi pacífico e terminou agora", completou.

Eleições

O chefe da junta militar da Tailândia, o general Prayuth Chan-ocha, afirmou no final de maio que as eleições só devem acontecer daqui a mais de um ano.

Em seu primeiro discurso direto ao público desde o golpe de Estado do dia 22 de maio, o militar afirmou que as reformas políticas e o alcance da paz são suas prioridades. Prayuth repetiu as advertências quanto aos protestos e a resistência às ordens do Exército, dizendo que esse tipo de ação atrasaria o processo em trazer de volta a "felicidade" do povo tailandês.

O militar disse que levaria pelo menos três meses para conseguir a reconciliação no país profundamente dividido e que, em seguida, levaria cerca de um ano para escrever uma nova constituição e formar um governo interino. Só então as eleições poderiam ser realizadas, afirmou.

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"Nos dê tempo para resolver os problemas para vocês e então, os soldados vão voltar a olhar para a Tailândia de longe", disse ele.

Prayuth também explicou os planos da junta na administração do país, enfatizando que vai priorizar a estabilidade financeira e transparência. O golpe militar derrubou um governo que obteve vitória eleitoral esmagadora, há três anos.

Ele convocou mais de 250 pessoas, entre membros do governo deposto, líderes políticos, jornalistas, figuras acadêmicos e ativistas vistos como críticos ao regime. Cerca de 70 pessoas ainda estão sob custódia do Exército.

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