Suposta disputa por gado leva 40 pessoas a serem mortas em massacre no Congo

Por Reuters |

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Segundo a Reuters, entre as 37 vítimas estavam mulheres grávidas; vítimas foram mortas a tiros, facas ou queimadas

Reuters

Até 37 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas neste sábado (7) na província de Kivu do Sul, na República Democrática do Congo, em um ataque que, segundo autoridades do governo, se deveu a uma disputa por gado.

Relembre genocídios ocorridos na história:

Ruanda: em abril de 1994, grupo armado hutu matou ao menos 800 mil ruandenses, em sua maioria da etnia tutsi. Foto: Reprodução/YoutubeRuanda: o massacre durou cem dias. Genocídio terminou quando milícia armada hutu tomou controle do país. Foto: Reprodução/YoutubeArmênia: entre 1915 e 1918, partido nacionalista atuou para exterminar minoria armênia no Império Turco Otomano. Foto: Wikimedia CommonsArmênia: em massacres e deportações forçadas, ao menos 1,5 milhão de armênios morreram. Foto: Wikimedia CommonsUcrânia: entre 5 milhões e 10 milhões de ucranianos morreram pelo regime de Josef Stalin entre 1932 e 1933. Foto: Reprodução/YoutubeUcrânia: o povo foi perseguido e enviado a campos de trabalho forçados. Famílias ficaram sem comida e houve relatos de canibalismo. Foto: Reprodução/YoutubeCurdos: o massacre, conhecido como 'Operação Anfal', começou em 1987 e só acabou em 1989, sob comando do então líder do Iraque Saddam Hussein. Foto: Reprodução/YoutubeCurdos: entre 100 mil e 182 mil morreram vítimas de armas químicas, destruição de cidades e vilas e envenenamento. Foto: Reprodução/YoutubePovos indígenas: ao menos 15 milhões de índios morreram nas mãos de conquistadores europeus após descobrimento da América, em 1492. Foto: Reprodução/YoutubePovos indígenas: tribos como os apalaches, EUA, araucanos, Argentina, e caetés, Brasil, foram dizimadas e desapareceram. Foto: Wikimedia CommonsJudeus: durante a 2ª Guerra Mundial, de 1939 a 1945, ao menos 6 milhões de judeus morreram nas mãos dos nazistas. Foto: Reprodução/YoutubeJudeus: homens fortes trabalhavam até a morte; os improdutivos, maioria mulheres e crianças, iam direto para as câmaras de gás. Foto: Reprodução/YoutubeHereros e namaquas: os povos sofreram o 1º genocídio do século 20. Alemães mataram 80% dos hereros de 1904 a 1907. Foto: Reprodução/YoutubeHereros e namaquas: após os hereros, os namaquas se rebeleram e 10 mil deles, 50% da população total, morreram. Foto: Reprodução/YoutubeTimor Leste: a invasão indonésia, de 1975 a 1999, resultou em estimadas 200 mil mortes - a população era de 680 mil à época. Foto: Reprodução/YoutubeBósnia: de 100 mil a 200 mil bósnios foram mortos por milícias e exército sérvios. Foto: Reprodução/YoutubeBósnia: população foi perseguida por ser muçulmana. Homens eram executados, e milhares de mulheres foram estupradas. Foto: Reprodução/YoutubeAborígenes australianos: eles estão entre os povos mais antigos do mundo e foram dizimados após a chegada dos ingleses na Austrália, em 1770. Foto: Reprodução/YoutubeAborígenes australianos: no final do século 19, o país deu início à lei que separava crianças de suas famílias, período chamado de 'geração perdida'. Foto: Reprodução/Youtube

As vítimas, entre elas várias grávidas, foram mortas a tiros, esfaqueadas ou queimadas dentro de suas casas. Um câmera da Reuters na vila de Mutarule contou 37 corpos, alguns deles dentro de uma igreja.

Moradores e líderes religiosos disseram que pacientes em um centro médico também foram atacados. Além dos mortos, mais de 20 pessoas ficaram feridas, sendo dez em estado crítico.

"Foi um congolês que fez todos esses ataques. Foi por causa de uma disputa por vacas", disse à Reuters o governador de Kivu do Sul, Marcellin Cishambo, que estimou número de mortos em 27. "O problema é que todos nessa região carregam uma arma."

O porta-voz do governo, Laurent Mende, disse que o incidente foi um ataque por vingança da comunidade de um criador de gado morto durante uma tentativa de roubo de vacas que pertenciam a outro fazendeiro.

"O comandante do Exército (no local) foi preso porque demorou demais para reagir. Ele está agora com a polícia do Exército. Autoridades também prenderam um líder local suspeito de coordenar os ataques", completou Mende, que, por sua vez, estimou em 34 o número de mortos.

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