Putin e presidente eleito da Ucrânia pedem cessar fogo no leste do país

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Eles se encontraram na França durante homenagem pelo Dia D; Obama e Putin tiveram 'encontro informal', diz a Casa Branca

O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente eleito na Ucrânia Petro Poroshenko pediram um fim rápido para o derramamento de sangue no leste da Ucrânia durante encontro informal desta sexta-feira (6), informaram as autoridades russas.

Hoje: Putin e Poroshenko têm conversa informal em comemoração do Dia D na França

Reuters
O presidente eleito na Ucrânia, Petro Proshenko, passa pelo presidente russo, Vladimir Putin, durante cerimônia pelo aniversário do Dia D na Normandia


Os dois líderes se reuniram pela primeira vez desde a eleição de Poroshenko em evento do Dia D na França. Putin também falou brevemente com o presidente dos EUA, Barack Obama, de acordo com a Casa Branca.

Na Ucrânia, os confrontos continuaram nesta sexta enquanto as forças do governo lançaram um suposto ataque perto de uma área controlada por rebeldes em Sloviansk.

As autoridades ucranianas anunciaram uma "fase ativa" do que eles chamam de operação antiterrorista em torno de Sloviansk, ocupado por militantes pró-russos há várias semanas. A mídia ucraniana informou que membros das forças de segurança foram mortos e vários ficaram feridos em um ataque fora da cidade.

Encontro informal

Além deles, participou do encontro a chanceler alemã Angela Merkel. Os três líderes foram vistos conversando por cerca de 15 minutos após foto com os líderes mundiais e um almoço organizado pelo presidente da França, François Hollande.

Confira as comemorações pelos 70 anos do Dia D na Europa

O presidente russo Vladimir Putin (acima) passa atrás do presidente dos EUA, Barack Obama, a Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, e do rei da Noruega, Harald (6/06). Foto: ReutersO príncipe Charles assiste a cerimônia britânica em comemoração ao Dia D na catedral de Bayeux (6/06). Foto: ReutersObama (à esq.) e Putin (à dir.) posam para foto com outros líderes mundiais e a realeza para o 70º aniversário do Dia D, na França (6/06) . Foto: ReutersVeteranos do Dia D (esq. à dir.) Wally Ball, Doug Blakey, Bernie Howell, Bob Corney, George French, Gordon Smith e Albert William na Normania, França (5/06). Foto: ReutersEquipe acrobática da Força Aérea Real realiza homenagem pelo Dia D em Portsmouth, Inglaterra (5/06). Foto: ReutersRainha Elizabeth II desembarca na estação de trem Gare du Nord em Paris para visita de Estado à França (5/06). Foto: ReutersReação de um veterano britânico do Dia D durante cerimônia na Normania, França (5/06). Foto: ReutersParentes observam o veterano do Dia D Gordon Smith, da Inglaterra, em praia da Normandia, França (5/06). Foto: ReutersPaul Clifford veio de Boston, EUA, para homenagear Walter J. Gunther Jr, tio de seu melhor amigo, no Cemitério e Memorial Americano da Normandia, França. Foto: APO veterano dos EUA Steve Melnikoff, que veio de Maryland, presta continência em  La Cambe, França, durante homenagem (5/06). Foto: APJoseph Steimel, veterano do Dia D que nasceu em Indiana, cumprimenta outros veteranos em homenagem na França (5/06). Foto: APCom 89 anos, Arden C. Earll, da Pensylvania, recebe ajuda de um soldado para ser homenageado em La Cambe, França (5/06). Foto: APPatrick Wilkins, à dir., e o sargento Stephen Yarberry em cemitério dedicado aos soldados americanos em Colleville sur Mer, França (5/06). Foto: APDesfile da banda escocesa de gaita de fole na Ponte Pegasus em Benouville, oeste da França (5/06). Foto: APCerimônia pelo Dia D realizada na Ponte Pegasus no oeste de Benouville, França (5/06). Foto: APBandeira dos EUA e da França em lápide do cemitério americano em Colleville sur Mer, oeste da França (5/06). Foto: AP

Ontem: G7 pressiona Putin a reconhecer legitimidade do presidente eleito na Ucrânia

"Durante a breve conversa, tanto Putin quanto Poroshenko pediram o fim rápido do derramamento de sangue no sudeste da Ucrânia e também para a atividade militar de ambos os lados", explicou o assessor do Kremlin, Dmitry Peskov.

"A conversa ocorreu sobre possíveis medidas de acalmar [a crise], inclusive sobre como Moscou poderia reconhecer a eleição de Poroshenko", disse um oficial francês. "Os detalhes de um cessar-fogo também será discutido nos próximos dias."

Segundo a Casa Branca, Putin e Obama tiveram "encontro informal" que durou entre 10 e 15 minutos.

Merkel disse uma reunião de cúpula dos países do G7 em Bruxelas esta semana que mais sanções entraria em vigor apenas se não tivesse havido "nenhum progresso" na crise ucraniana.

Quarta: Obama se reúne com o presidente eleito da Ucrânia e promete apoio financeiro

Sanções específicas foram definidas pela UE e os EUA após a Rússia anexar a Crimeia, em março, depois de um controverso referendo sobre a secessão da Ucrânia. Desde então, uma insurgência sangrenta tomou conta províncias orientais da Ucrânia de Donetsk e Luhansk, na fronteira com a Rússia.

Separatistas pró-russos declararam a independência das regiões, se recusando a reconhecer o governo eleito no país que substituiu o presidente Viktor Yanukovych depois que ele foi deposto, em fevereiro. Putin nega envolvimento de Moscou na crise, apesar de russos estarem lutando com os rebeldes.

*Com BBC

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