O líder russo encontrou com o presidente eleito na Ucrânia em almoço com a chanceler alemã, Angela Merkel, na Normandia

O presidente russo, Vladimir Putin, se reuniu informalmente com o presidente eleito na Ucrânia Petro Poroshenko paralelamente as comemorações do Dia D na França, nesta sexta-feira (6).

Ontem: G7 pressiona Putin a reconhecer legitimidade do presidente eleito na Ucrânia

A chanceler alemã Angela Merkel, à esq., o presidente russo Vladimir Putin, à dir., o presidente eleito na Ucrânia Petro Poroshenko conversam na Normandia, França
AP
A chanceler alemã Angela Merkel, à esq., o presidente russo Vladimir Putin, à dir., o presidente eleito na Ucrânia Petro Poroshenko conversam na Normandia, França


Reuniões: G7 ameaça aumentar sanções contra Rússia por crise na Ucrânia

Foi o primeiro encontro entre os dois líderes desde a eleição de Poroshenko em uma semana de intensa diplomacia para tentar resolver a crise na Ucrânia.

A breve conversa ocorreu depois que os líderes mundiais se reuniram para as homenagens pelo Dia D. Após posarem para uma foto em grupo, a maioria dos líderes foi almoçar. Mas Putin, Poroshenko e a chanceler alemã, Angela Merkel, ficaram do lado de fora do local, onde iniciaram uma conversa.

Repórteres que observavam o encontro não puderam ouvir o assunto do animado bate papo, que durou cerca de um minuto. Planos para uma reunião formal entre Putin e Poroshenko ainda não foram anunciados.

Poroshenko, um magnata dos doces, que deve ser empossado como o próximo presidente da Ucrânia no sábado (7) e prometeu um plano abrangente para pôr fim às hostilidades no leste do país assim que assumir o cargo.

Quarta: Obama se reúne com o presidente eleito da Ucrânia e promete apoio financeiro

Putin realizou suas primeiras reuniões com os líderes ocidentais na França desde o início da crise na Ucrânia, que contou com a deposição do presidente pró-Rússia em fevereiro, a anexação da península da Criméia em março e as sanções impostas pelos EUA e a UE em resposta a essas ações.

Alguns líderes ocidentais parecem dispostos a permitir que Putin volte ao grupo após meses de isolamento. Ele se encontrou com o primeiro ministro britânico David Cameron e com o presidente francês François Hollande na quinta-feira (5) à noite, e com Angela nesta sexta-feira de manhã na Normandia, cidade francesa de Deauville.

As autoridades russas não deram mais detalhes sobre o resultado das conversações entre Putin e a chanceler alemã, mas o assessor presidencial russo Yuri Ushakov disse que "a conversa foi focada principalmente na busca por soluções e compromissos", ao invés de priorizar as diferenças entre as nações, de acordo com a agência de notícias RIA Novosti.

Porta-voz do governo alemão, Christiane Wirtz disse que a chanceler "aproveitou a oportunidade para lembrar a Rússia novamente de sua grande responsabilidade" e disse que, após as eleições presidenciais na Ucrânia, a prioridade tem de ser uma "estabilização da situação, em particular no leste do país.”

Veja fotos das celebrações pelo Dia D na Europa

Terça: Obama propõe plano de segurança de US$ 1 bilhão na Europa

O presidente Barack Obama e seus aliados ocidentais abriram caminho para aliviar as tensões na Ucrânia na quinta, mas também advertiram Moscou sobre novas sanções, caso Putin não atenda três condições: reconhecer a eleição de Petro Poroshenko, conter o avanço de armas da Rússia para a Ucrânia e cessar seu apoio aos grupos separatistas pró-russos concentrados no leste do país. Não houve menção de reverter a anexação da região ucraniana da Crimeia, que precipitou a crise europeia da Rússia.

Violência na Ucrânia

Nas últimas semanas, as autoridades ucranianas disseram que mais de 200 pessoas morreram - um número que não pode ser confirmado de forma independente - em combates entre tropas do governo e rebeldes ucranianos pró-russos.

Pelo menos 15 rebeldes pró-russos foram mortos na quinta em confrontos com as tropas do governo em uma passagem de fronteira com a Rússia, segundo assessor do ministro do Interior ucraniano.

Segunda: Rússia vai apresentar resolução na ONU pelo fim da violência na Ucrânia

Durante entrevista a um programa de televisão, Anton Herashchenko disse que os homens armados vieram da Rússia em caminhões e veículo de infantaria e tentaram atravessar a fronteira na vila de Marynivka, leste da Ucrânia, apoiados por 100 rebeldes do lado ucraniano. O seu relatório de vítimas não pôde ser confirmado de forma independente.

Após o choque, o governo da Ucrânia ordenou o fechamento de partes da fronteira com a Rússia, incluindo a travessia Marynivka, em uma tentativa de evitar a infiltração de homens armados em seu território. O ministério do Exterior russo disse que estava "indignado" com esse movimento.

*Com AP

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