Presidente americano disse que Petro Poroshenko foi a escolha certa; combates no leste ucraniano nesta quarta mataram 300

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, endossou o presidente eleito da Ucrânia, Petro Poroshenko, nesta quarta-feira (4), oferecendo a Kiev ajuda financeira e na área da segurança e dizendo que ele foi a escolha certa para liderar o país, que está com as relações estremecidas com a Rússia.

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O presidente dos EUA, Barack Obama´, se reúne com o presidente eleito da Ucrânia, Petro Poroshenko, em Varsóvia, Polônia
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O presidente dos EUA, Barack Obama´, se reúne com o presidente eleito da Ucrânia, Petro Poroshenko, em Varsóvia, Polônia


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Em seu primeiro encontro desde que o magnata do setor de doces foi eleito no mês passado, em meio a confrontos armados no leste da Ucrânia, Obama disse estar impressionado pela visão de Poroshenko para tirar seu país da crise.

“O que os ucranianos disseram nas eleições é que eles rejeitam esse caminho. Eles rejeitam violência”, e querem a oportunidade de determinar o próprio futuro, afirmou Obama aos repórteres após se reunir com Poroshenko na capital polonesa.

“Esta é a esperança que o presidente Poroshenko representa”, disse Obama. “Em minhas conversas com ele hoje, está claro que ele compreende as esperanças e aspirações do povo ucraniano”.

Obama disse que havia discutido os planos de Poroshenko para restaurar a paz e a ordem na Ucrânia e reduzir a dependência sobre a energia vinda da Rússia. “Eu fiquei profundamente impressionado com sua visão”, declarou Obama.

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Falando sobre a conversa, Poroshenko disse estar pronto para apresentar em breve um plano para “a resolução pacífica da situação” em breve, após sua posse no sábado. Ele não deu detalhes, mas tem apoiado ofensivas militares contra os rebeldes.

Conhecido por alguns ucranianos como o “rei do chocolate”, Poroshenko venceu a eleição presidencial de 25 de maio, convocada após o presidente anterior, Viktor Yanukovich, apoiado pelo Kremlin, ter fugido para a Rússia em fevereiro após um levante popular contra ele.

A Rússia tomou o controle da península da Crimeia, que abrigava sua frota do Mar Negro, e a anexou a seu território em março, levando à mais severa crise entre leste e oeste desde o fim da Guerra Fria.

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Poroshenko assumirá um país com graves conflitos. Separatistas armados pró-Rússia estão combatendo forças do governo central no leste do país, ao passo que a Rússia está ameaçando cortar o fornecimento de gás à Ucrânia pelo não pagamento de dívidas, e o governo ucraniano terá de conduzir dolorosas reformas econômicas como condição para obter auxílio do Ocidente.

Duras batalhas irromperam no leste da Ucrânia nesta quarta-feira pelo terceiro dia consecutivo, com baixas em ambos os lados. O Exército ucraniano está promovendo uma pesada ofensiva contra o bastião separatista de Slaviansk.

Combates

Forças do governo da Ucrânia prosseguiram nesta quarta com uma ofensiva contra separatistas pró-Rússia no leste do país e afirmaram ter infligido pesadas baixas aos rebeldes.

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Um porta voz da operação, definida pelo governo central como "antiterrorista", disse que mais de 300 combatentes rebeldes foram mortos e cerca de 500 ficaram feridos em confrontos violentos nas últimas 24 horas dentro e nas proximidades da estratégica cidade de Slaviansk, um reduto separatista.

Fontes separatistas não puderam ser imediatamente contatadas para apresentar sua cifra de vítimas desde os combates de terça-feira, nos quais as forças do governo usaram aviões, helicópteros e artilharia para expulsar os separatistas de Slaviansk, que eles controlam desde abril.

Descrevendo o confronto como "pesado", o porta-voz das forças do governo, Vladyslava Seleznyov, disse que dois militares foram mortos e 45 ficaram feridos. Uma porta-voz dos rebeldes, Stella Khorosheva, havia dito na noite de terça-feira que o número de mortos na cidade "estava aumentando continuamente".

Poroshenko, que obteve vitória esmagadora na eleição de 25 de maio, ordenou a retomada das operações das forças do governo para suprimir a rebelião de milícias pró-Rússia nas regiões de população de língua russa no leste do país.

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