Assad vence eleições na Síria sob protesto de adversários

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Inimigos de Assad ridicularizaram a eleição, dizendo que os dois adversários relativamente desconhecidos não ofereceram nenhuma alternativa real para Assad

O presidente Bashar al -Assad garantiu sua reeleição presidencial com uma vitória esmagadora nesta quarta-feira (4), segundo afirmação do porta-voz do Parlamento, Mohammad al-Laham. De acordo com a agência Reuters de notícias, a votação foi classificada de forjada por seus adversários, já que a campanha foi realizada em meio a uma guerra civil violenta que cresceu justamente a partir de protestos contra seu governo.

Reprodução/Instagram
Assad (foto) não é reconhecido pela oposição, para quem nenhuma sondagem crível poderia ser realizada em meio a um conflito que já matou 160 mil pessoas

De acordo com o porta-voz, Assad levou a disputa com 88,7% dos votos coletados apneas às partes da Síria sob seu controle. "Eu declaro a vitória do Dr. Bashar Hafez al -Assad , presidente da República Árabe da Síria com a maioria absoluta dos votos expressos nas eleições", disse Laham em um discurso transmitido pela televisão a partir de seu escritório no parlamento.

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Inimigos de Assad ridicularizaram a eleição, dizendo que os dois adversários, relativamente desconhecidos, não ofereceram nenhuma alternativa real para Assad. O ex-ministro Nouri al- Hassan ficou com 4,3% dos votos, enquanto o parlamentar Maher Hajjar garantiu 3,2%, menos que o número de votos nulos.

Eles também disseram que nenhuma sondagem crível poderia ser realizada em meio a um conflito que já matou 160 mil pessoas. "Estas eleições são ilegítimas e minam os esforços políticos para encontrar uma solução para este conflito terrível", declarou a oposição à União Europeia por meio de um comunicado.

Os Estados Unidos, que tem dito repetidamente que Assad perdeu sua legitimidade ao responder com agressividade aos protestos há mais de 3 anos, disse que “a votação não muda nada”. "Essas eleições são um grande zero", disse o secretário de Estado, John Kerry, durante uma breve visita ao vizinho Líbano. "Não se pode ter uma eleição onde milhões de seu povo não têm sequer a capacidade de votar, nem a possibilidade de disputar a eleição."

As autoridades sírias haviam descrito a vitória como um marco para a democracia. O resultado veio uma semana depois de o ex-chefe do Exército egípcio, Abdel Fattah al- Sisi, garantir 96,9% dos votos na eleição presidencial egípcia, onde 47% dos cidadãos compareceram às urnas.

Na Síria, o comparecimento na eleição de terça-feira atingiu 73% de acordo com o Tribunal Constitucional do país.

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