Presidente dos EUA afirmou que compromisso com segurança é sagrado e que pretende ainda melhorar relação com a Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu à Polônia e a seus vizinhos do Leste Europeu nesta terça-feira (3) que o compromisso norte-americano com a sua segurança é sagrado, em declarações feitas no início de uma viagem de quatro dias com o objetivo de mostrar a determinação dos EUA em relação à intervenção russa na Ucrânia.

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O presidente dos EUA, Barack Obama, durante coletiva no Palácio Belveder em Varsóvia
Reuters
O presidente dos EUA, Barack Obama, durante coletiva no Palácio Belveder em Varsóvia


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A Casa Branca revelou os planos de uma iniciativa de 1 bilhão dólares para o envio temporário de mais tropas para a Europa, mas não chegou a prometer o reforço de sua presença permanente, buscada por alguns dos aliados dos EUA na região. O governo norte-americano informou ainda que irá reavaliar o seu contingente no continente.

Falando em um hangar no aeroporto de Varsóvia, onde se reuniu com pessoal da Força Aérea norte-americana que participa de um programa conjunto com os poloneses, Obama disse que o compromisso dos EUA para com a Polônia e a região é também um dos pilares da segurança dos EUA.

"Como amigos e aliados estamos unidos juntos", afirmou

Obama, cuja estadia de dois dias em Varsóvia incluirá reuniões com o presidente eleito ucraniano, Petro Poroshenko, e outros líderes de países do leste e centro da Europa.

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Relação com a Rússia

Obama afirmou também que Vladimir Putin deve tomar medidas para reconstruir a confiança abalada pelas ações da Rússia na Ucrânia. Segundo presidente americano, Putin "tem uma escolha a fazer" na Ucrânia. Ele pediu ainda que o presidente russo continue a retirada de suas tropas da fronteira com o território ucraniano e convença os separatistas pró-Rússia a recuarem.

Se os Estados Unidos verem um "comportamento responsável" da Rússia, Obama disse, "Acho que é possível tentar reconstruir um pouco da confiança que foi quebrada". Mas ele alertou que isso levará "algum tempo."

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Obama disse que sempre teve uma “boa relação de negócios” com o seu homólogo russo, e que Putin também transmitiu a mesma mensagem a ele em conversas privadas e também públicas. O presidente americano disse que Washington quer boas relações com a Rússia e não estava interessado em ameaçá-lo, mas adverte que as sanções impostas ao longo da anexação da Criméia serão mantidas e que mais foram elaborados, caso haja mais desestabilização no Oriente.

Ele acrescentou que estava "certo" de que cruzaria com Putin enquanto os dois líderes estiverem na França no final da semana para eventos que marcam o 70º aniversário do "Dia D". E afirmou ainda estar ansioso para o primeiro encontro com o presidente eleito na Ucrânia, Petro Poroshenko, marcado para quarta-feira (4).

*Com Reuters e CNN

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