Rússia vai apresentar resolução na ONU pelo fim da violência no leste da Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Ministro diz que apesar dos países ocidentais terem garantido a melhora da crise após as eleições, a violência só cresce no país

Nesta segunda-feira (2), a Rússia apresentará proposta de resolução ao Conselho de Segurança da ONU pedindo o imediato fim da violência que está se agravando na Ucrânia e a criação de corredores humanitários no leste do país, de acordo com o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

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Reuters
Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, participa de coletiva em Moscou


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Lavrov disse que nações ocidentais haviam garantido à Rússia que a situação na Ucrânia iria melhorar depois da eleição presidencial de maio, mas "tudo está acontecendo exatamente de maneira oposta".

"Pessoas estão morrendo todos os dias. Civis pacíficos estão sofrendo mais e mais. O Exército, a aviação militar e armas pesadas continuam a ser usados contra eles", afirmou Lavrov, quando lhe perguntaram sobre a Ucrânia em uma entrevista coletiva conjunta depois de conversações com o chanceler da Mauritânia.

O chanceler disse que o esboço da resolução "irá conter uma demanda para a imediata interrupção da violência e o início de negociações reais com o objetivo de estabelecer um cessar-fogo estável e confiável".

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Novos ataques

Centenas de insurgentes armados atacaram um acampamento da guarda da fronteira no leste da Ucrânia. Durante o conflito, ao menos cinco rebeldes foram mortos, segundo informou porta-voz dos guardas nesta segunda-feira (2).

Serhiy Astakhov, porta-voz do serviço de guarda da fronteira, disse à Associated Press por telefone que uma avaliação preliminar indicou que cinco rebeldes foram mortos e oito ficaram feridos em Luhansk, cidade não muito longe da fronteira com a Rússia. Ele também disse que sete militares ficaram feridos, três em estado grave. 

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Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Um repórter da AP viu pelo menos um soldado rebelde morto a cerca de um quilômetro de distância da base. Combatentes se aproximaram e começaram a chorar ao ver os corpos de seus companheiros. Um insurgente disse que um dos mortos era um líder rebelde.

Trajando uniforme, um combatente rebelde que se apresentou como Vlad Sevastopolsky disse que os militantes pró-russos cercaram a base, mas ofereceram às tropas ucranianas um corredor seguro para fora do local, caso eles entregassem suas armas. Sevastopolsky afirmou ser de um grupo rebelde da cidade de Antratsyt, que fica na região de Luhansk.

Seleznyov também disse que houve outro ataque rebelde a um posto de controle do governo em Slovyansk, uma cidade na região de Donetsk, nesta manhã. Donetsk tem sido o epicentro do movimento pró-russo na Ucrânia. Ele informou ainda que rebeldes haviam ocupado usinas em Slovyansk, e alegou que elas seriam detonadas, caso o governo passe pela cidade.

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Meses de protestos no início deste ano levaram o então presidente pró-russo Viktor Yanukovych a fugir do país. O conflito entre as forças do governo ucraniano e insurgentes pró-russos no leste da Ucrânia se intensificou acentuadamente na semana passada, quando rebeldes tentaram ocupar um grande aeroporto e foram abatidos por tropas ucranianas, que dispararam contra eles por meio de helicópteros. 

Em Moscou, o ministério da Defesa russo anunciou na segunda-feira um exercício militar envolvendo o lançamento de mísseis de alta precisão. O ministério disse que as manobras continuarão até quinta-feira (5) e vai envolver ainda a implantação de mísseis.

*Com Reuters e AP

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