Alguns veículos de comunicação dizem que jovens fugiram dos terroristas enquanto outros noticiam a soltura pelos islâmicos

O grupo radical islâmico Boko Haram libertou quatro das mais de 200 crianças sequestradas na Nigéria, informaram alguns jornais locais nesta quinta-feira (29), citando fontes do governo de Chibok, no Oeste do país.

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Estudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05)
Reuters
Estudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05)


Boko Haram: Chega a 118 o número de mortos após explosões de bombas na Nigéria

Em contrapartida, outros veículos de comunicação, que citam fontes da mesma origem, contradizem essa versão, indicando que foram as meninas que conseguiram escapar dos raptores do Boko Haram.

Com essas quatro, em liberdade desde quarta (28), são 57 as meninas que saíram do cativeiro, apesar de as autoridades nigerianas estimarem que se encontram detidas mais 219 crianças.

Localização

Uma aparente divergência surgiu entre os chefes militares da Nigéria e o presidente sobre como resgatar as cerca de 300 estudantes sequestrados por extremistas islâmicos na terça (27). Enquanto os militares dizem que o uso da força poderia provocar a morte das reféns, o presidente teria afastado a possibilidade de trocar prisioneiros pelas estudantes.

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O chefe de Defesa, o marechal da Força Aérea Alex Badeh, anunciou na segunda (26) à noite que os militares localizaram as meninas, mas não ofereceu nenhum avanço sobre o assunto.

"Nós não podemos correr o risco de ter nossas meninas mortas em nome de uma ação para levá-las de volta para casa", disse ele.

Tentativas militares anteriores de libertar reféns levaram a morte de prisioneiros por seus sequestradores, incluindo um britânico e um engenheiro italiano na cidade de Sokoto, que fica ao norte da Nigéria, em março 2012.

Um ativista de direitos humanos próximo dos mediadores disse que uma troca de extremistas detidos pelas meninas foi negociada há uma semana, mas não deu certo porque o presidente do país, Goodluck Jonathan, recusou-se a considerar uma troca. O ativista falou à Associated Press sob condição de anonimato.

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Sete semanas depois de os militantes do Boko Haram raptarem as alunas que faziam provas em uma escola do segundo grau no vilarejo de Chibok, no nordeste nigeriano, pouco se sabe, até agora, sobre o seu paradeiro ou o que os militares estão fazendo para recuperá-las.

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“A boa notícia para os pais das garotas é que sabemos onde elas estão, mas não podemos dizer a vocês”, disse Badeh, de acordo com a agência estatal de notícias. “Mas onde elas estão, podemos chegar lá com força? Não podemos matar nossas garotas em nome do esforço para salvá-las”.

A maioria das autoridades acha que qualquer operação de resgate seria muito perigosa e provavelmente não valeria o risco de as alunas serem mortas por seus sequestradores – um grupo islâmico que mostrou um alto grau de inclemência na matança de civis.

Desde o sequestro das meninas, de acordo com uma conta da Reuters, pelo menos 470 civis morreram de forma violenta em várias localidades pelas mãos do Boko Haram, que diz lutar para estabelecer um Estado islâmico na religiosamente mesclada Nigéria.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, classificou o grupo como “a Al Qaeda do oeste da África”.

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A rede britânica BBC relatou nesta segunda-feira que um acordo estava próximo para resgatar as garotas em troca de prisioneiros do Boko Haram – exigência pública do grupo – mas que este esforço foi cancelado no último minuto.

Durante o fim de semana, o presidente do Senado e a terceira autoridade mais importante do país, David Mark, descartou um acordo com o Boko Haram, cujo nome significa “a educação ocidental é um pecado” na língua Hausa, do norte do país.

O caso

As mais de 200 meninas, que foram sequestradas em 14 de abril em uma escola de Chibok, continuam retidas pelo grupo armado. O Boko Haram ameaçou vendê-las se as autoridades não libertarem membros do grupo.

A possibilidade de uma troca de prisioneiros - as meninas raptadas por rebeldes detidos nas prisões do Estado - exigida pelo chefe do grupo terrorista, Abubakar Shekau, foi recentemente descartada pelo presidente nigeriano.

*Com Agência Brasil, Reuters e AP

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