Tailândia: mais de 200 sites são censurados pela Junta Militar

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Militares bloquearam 219 portais alegando que eles ameaçavam a 'segurança nacional' e pediram 'colaboração' de redes sociais

A Junta Militar que governa a Tailândia bloqueou 219 páginas na internet, alegando que constituem ameaça à “segurança nacional”, informou nesta quarta-feira (28) a imprensa local.

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AP
Soldados seguram escudos enquanto fazem guarda ao redor do Monumento da Vitória em Bangcoc, Tailândia


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O Exército também pretende pedir a colaboração de empresas de redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, e de aplicações de chat, como o Line, para eliminar as contas de internautas que difundam “conteúdos ilegais”, segundo o diário Prachatai.

O secretário permanente do Ministério da Informação e Tecnologias de Comunicação, disse Surachai Srisakam na terça-feira (27), que está em curso a elaboração de um plano para que a vigilância da Internet seja mais eficiente.

Quem difundir informação ilegal será detido pelas autoridades militares, sob acusações que podem resultar em penas de prisão, destaca o jornal.

Chefe do Exército da Tailândia, general Prayuth Chan-ocha, assumiu o controle do poder no país na semana passada, após considerar que as tentativas do governo interino e dos manifestantes antigovernamentais para alcançar um acordo fracassaram depois de sete meses de protestos nas ruas.

Veja fotos dos protestos na Tailândia

Soldado faz ronda em Bangcoc para impedir protestos na Tailândia (20/05). Foto: APSoldados tailandeses são refletidos em um espelho enquanto guardam sede da polícia tailandesa em Bangcoc (20/05). Foto: APTailandesas fazem 'selfie' enquanto soldados do Exército rondam Bangcoc (20/05). Foto: APManifestante ergue bandeira enquanto passa pela polícia de choque da Tailândia em meio a protestos (maio/2014). Foto: APAcampamento de manifestantes é ataco em Bangcoc, Tailândia (maio/2014). Foto: APAtivistas anti-governo esperam até que o líder Suthep Thaugsuban saia do prédio do parlamento para discursar em Bangcoc, Tailândia (9/05). Foto: ReutersPolicial tailandês ferido recebe ajuda de seus companheiros após a explosão de uma bomba durante manifestações anti-governo, em Bangcoc (18/02). Foto: APManifestante antigoverno fica de prontidão durante pronunciamento de líder opositor Suthep Thaugsuban em Bangcoc, Tailândia (21/03). Foto: APPassageiros de ônibus observam figura de tamanho humano que imita policial na intersecção do monumento da vitória, onde manifestantes protestaram em Bangcoc, Tailândia. Foto: APHomem é visto com rifle escondido em meio a protesto na capital da Tailândia, marcado por tiros e explosões (1/02). Foto: Nir Elias/ReutersManifestante de oposição pintado nas cores nacionais da Tailândia atira pedras contra a polícia neste domingo (12/2013). Foto: ReutersManifestantes querem derrubar primeira-ministra Yingluck Shinawatra (12/2013). Foto: APPremiê anuncia dissolução do Parlamento e convoca eleições após 15 dias de protestos (12/2013). Foto: ReutersManifestante antigoverno (C) é detido por tropa de choque durante confrontos em estádio em Bangcoc, Tailândia (12/2013). Foto: APDurante apitaço, manifestantes ofereceram rosas aos policiais em Bangcoc (12/2013). Foto: APTailandeses bloqueiam entrado do Ministério das Finanças, em Bangcoc (12/2013). Foto: AP

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O golpe militar, o segundo em oito anos, depôs um governo eleito que havia resistido meses sob a frágil democracia tailandesa sob ataque de manifestantes, dos tribunais e, finalmente, do exército. Os militares que tomaram o poder detêm boa parte dos políticos eleitos do país do sudeste asiático e ordenou o restante deles a se renderem.

A ação de Chan-ocha, endossada pelo rei na segunda (26), advertiu ainda adversários a não criticarem ou protestarem, dizendo que a Tailândia poderia voltar aos "velhos tempos" de tumulto e violência para reprimir as reivindicações populares. Ainda assim, centenas de pessoas se reuniram nesta terça em torno do Monumento da Vitória em Bangcoc para protestar contra o golpe.

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Apesar da turbulência política que deixou o governo eleito em frangalhos, a vida continua normal em grande parte do país. Os turistas ainda relaxam em resorts de praia exóticos e passeiam por templos budistas deslumbrantes. Em outras regiões, porém, reservas de hotel estão sendo canceladas e a cantora e compositora americana Taylor Swift cancelou um show com ingressos esgotados que tinha sido programado para o dia 9 de junho.

"Mando todo o meu amor aos fãs da Tailândia", Taylor twittou. "Estou muito triste com o cancelamento do show."

Até agora, 258 pessoas foram denunciadas às autoridades. Entre eles estão os estudiosos, jornalistas e ativistas políticos vistos como críticos ao regime. Prayuth disse que eles precisam de um tempo "para se acalmarem". Mas ainda não está claro quantas estão sob custódia dos militares. Alguns, porém, foram soltos, incluindo a primeira-ministra deposta Yingluck Shinawatra.

*Com Agência Brasil e AP

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