Obama planeja encerrar presença militar dos EUA no Afeganistão até 2016

Por Reuters |

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9.800 soldados ficarão no país até o ano que vem; Obama deixa o cargo em 2017 tendo retirado o país de sua guerra mais longa

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou na terça-feira (27) o seu plano para retirar parte das tropas norte-americanas do Afeganistão até o fim deste ano e o restante até o fim de 2016, encerrando mais de uma década de envolvimento militar desencadeado pelos ataques de 11 de setembro de 2011 nos Estados Unidos.

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Presidente dos EUA, Barack Obama comunica sobre o número de soldados norte-americanos que permanecerão no Afeganistão, em Washington (27/05)


2011: Últimas tropas dos EUA deixam o Iraque

A decisão significa que Obama deixará o cargo no começo de 2017 tendo retirado os EUA da guerra mais longa da sua história. Ele pôs fim à presença militar no Iraque em 2011.

O anúncio de Obama na Casa Branca desencadeou críticas dos republicanos que alegam que os ganhos duramente obtidos contra o Taliban poderão ser perdidos, da mesma maneira que a violência sectária voltou ao Iraque após a retirada norte-americana.

Obama, que fez uma rápida visita às tropas no Afeganistão no fim de semana, pareceu prever os temores de que esteja abandonando o Afeganistão. Ele disse ser a hora de os afegãos protegerem o seu próprio país.

“Temos que reconhecer que o Afeganistão não será um lugar perfeito, e não é responsabilidade dos EUA torná-lo um”, declarou o mandatário.

Veja fotos do presidente Barack Obama

Presidente dos EUA, Barack Obama, domina bola que havia sido chutada por robô Asimo em visita ao Museu Nacional de Ciência e Inovação (Miraikan), em Tóquio (24/4)
. Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, faz seu discurso sobre o Estado da União no Capitólio, em Washington (28/1). Foto: APObama segura menino durante dia do Natal em base dos marines no Havaí (25/12/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaPresidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, trocam aperto de mão em cerimônia em homenagem a Mandela (10/12/2013). Foto: Getty ImagesObama tira selfie com premiês britânico e dinamarquesa durante cerimônia em homenagem a Mandela em Johanesburgo (10/12/2013). Foto: Getty ImagesSul-africanos celebram enquanto Obama espera em túnel para entrar em estádio para homenagem a Mandela (10/12/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaMichelle Obama reage depois de Ashtyn Gardner perder o equilíbrio ao ser cumprimentada pelo cachorro Sunny (4/12/2013). Foto: APFuncionários fazem sinal positivo enquanto Obama conversa como secretário de Estado John Kerry sobre negociações para acordo com o Irã (23/11/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaBo espera enquanto Obama e primeira-dama participam de entrevista na Casa Branca (22/11/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaMenina conversa com Obama em lanchonete do Brooklyn, Nova York (25/10/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaObama é visto conversando depois de encontro na Casa Branca com a liderança democrata (15/10/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaObama visita centro de caridade em Washington (14/10/2013). Foto: APObama, primeira-dama Michelle e sua filha Malia reúnem-se com ativista paquistanesa Malala Yousafzai (12/10/2013). Foto: Pete Souza/Casa BrancaPresidente dos EUA é visto em carro 
passando por empregados de fábrica da Ford em Liberty, Missouri (20/9/2013) 
. Foto: Pete Souza/ Casa BrancaObama escreve bilhete para professora de Alanah Poullard justificando sua falta na escola (19/9/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaObama e a primeira-dama Michelle Obama participam de cerimônia pelos 12 anos dos ataques do 11 de Setembro (11/9/2013). Foto: APObama é visto durante encontro da cúpula do G20 na Rússia (6/9). Foto: ReutersObama senta-se ao lado de presidente Dilma Rousseff durante encontro do G20 em São Petersburgo, Rússia (5/9/2013). Foto: APObama sai de seu avião ao chegar em São Petersburgo, na Rússia, para a reunião do G20 (5/9/2013). Foto: APObama faz pronunciamento para marcar 50º aniversário de discurso de Martin Luther King (28/8/2013). Foto: APObama visita prisão onde Nelson Mandela ficou preso por 18 anos na África do Sul (30/6/2013). Foto: APObama tira o paletó por causa do calor na área do Portão de Brandenburgo, onde discursou em Berlim, Alemanha (19/6/2013). Foto: APPresidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, reúnem-se em Enniskillen, Irlanda do Norte (17/6/2013). Foto: APObama abraça Tolu Olubunmi, uma ativista da imigração, antes de falar sobre a reforma migratória (11/6/2013). Foto: APObama conversa com sobreviventes de escola que foi destruída por tornado (26/5/2013). Foto: ReutersObama e funcionários da Casa Branca olham através de janela do Air Force One para ver danos deixados por tornado em Moore, Oklahoma (26/5/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaProtegido por guarda-chuva segurado por marine, Obama dá coletiva em conjunto com premiê turco, Recep Tayyip Erdogan (não visto) (16/5/2013). Foto: APObama faz pausa durante coletiva na Casa Branca, Washington (30/4). Foto: APObama brinca durante encontro com jornalistas na Casa Branca (27/4/2013). Foto: APObama ri sentado entre sua mulher e a ex-primeira-dama Barbara Bush na inauguração de Centro Presidencial George W. Bush (25/4/2013). Foto: APMichelle reage durante conversa com menino no Aeroporto de Love Field, em Dallas, Texas (24/4/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaLíder dos EUA conversa com presidente da Câmara, republicano John Boehner, no Capitólio (23/3/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaDe jaqueta preta e óculos escuros, presidente dos EUA visita a cidade antiga de Petra, Jordânia (23/3/2013). Foto: ReutersObama cumprimenta  o presidente palestino, Mahmud Abbas, em Ramallah, Cisjordânia (21/3/2013). Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, olha para multidão enquanto tenta ouvir pessoa gritando durante seu discurso no Centro de Convenção Internacional em Jerusalém (21/3/2013). Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, e premiê israelense, Benjamin Netanyahu, são vistos durante coletiva em Jerusalém (20/3/2013). Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, e primeira-dama MIchelle dançam em baila da posse em Washington (21/01/2013). Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, e sua mulher, Michelle, caminham depois de sair de limousine durante parada da posse (21/01/2013). Foto: ReutersCasa Branca divulga foto de Obama praticando tiro ao prato em Camp David, em agosto de 2012. Foto: APTensos, Obama e sua equipe acompanham desenrolar da operação que matou Bin Laden (02/05/2011). Foto: Divulgação / Casa BrancaBarack Obama (E) assume presidência dos EUA ao lado de sua mulher, Michelle, e de suas filhas, Sasha (D) e Malia (20/01/2009). Foto: AP

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De acordo com seu plano, 9.800 soldados irão permanecer até o ano que vem. Até o fim de 2015, esse número será reduzido aproximadamente à metade. Em 2016, a presença norte-americana será limitada à de uma embaixada normal, com o auxílio de um escritório de segurança em Cabul, como foi feito no Iraque.

Os 9.800 soldados irão assumir um papel consultivo, apoiando as forças afegãs, treinar as tropas do país e ajudar a direcionar missões para eliminar alvos remanescentes da Al Qaeda.

Qualquer presença militar dos EUA depois de 2014 será contingenciada pela assinatura de um acordo de segurança bilateral entre os governos do Afeganistão e dos Estados Unidos.

Prestes a terminar seu último mandato, o presidente afegão, Hamid Karzai, recusou-se a assiná-lo, mas as autoridades dos EUA viram como bom sinal que os dois principais candidatos da corrida presidencial afegã, Abdullah Abdullah e Ashraf Ghani, comprometeram-se a firmá-lo se forem eleitos no segundo turno em 14 de junho.

Obama disse que a longa estadia norte-americana no Afeganistão é uma prova de que “é mais difícil encerrar guerras do que começá-las”.

“Mas é assim que as guerras terminam no século 21: não com cerimônias de assinatura, mas com golpes decisivos contra nossos adversários, transições para governos eleitos, forças de seguranças treinadas para assumir a liderança e, por fim, responsabilidade total”.

Alguns republicanos receberam as notícias com ceticismo.

“A decisão do presidente de estabelecer uma data arbitrária para a retirada total das tropas do Afeganistão é um erro monumental e um triunfo da política sobre a estratégia”, disseram os senadores republicanos John McCain e Lindsey Graham em um comunicado.

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