Irã enforca primeiro de quatro homens por escândalo bancário da era Ahmadinejad

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Mehafarid Amir-Khosravi, um magnata, foi enforcado na prisão, em Teerã; não há informações sobre o destino dos outros três

Reuters

O Irã enforcou o primeiro dos quatro homens sentenciados à morte por um grande golpe financeiro que marcou negativamente o governo do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, segundo a mídia local, neste domingo (25)

Mehafarid Amir-Khosravi, descrito como um magnata, foi enforcado na prisão Evin, de Teerã, no sábado (24), depois que a suprema corte manteve as quatro sentenças de morte. Não há informações sobre o destino dos outros três.

Exposto em 2011, o escândalo de 30 trilhões de riais (2,7 bilhões de dólares) envolveu fraude, propina, falsificação e lavagem de dinheiro em 14 bancos privados e públicos entre 2007 e 2010, por pessoas próximas à elite política.

Os iranianos estavam sendo impactados por sanções econômicas do Ocidente, e o caso prejudicou muito a reputação de Ahmadinejad e seu partido, ao fim do seu mandato de oito anos.

Os aliados de Ahmadinejad disseram que ele não teve nada a ver com o crime e culparam seus inimigos políticos por usarem o caso para garantir que os seus aliados não tivessem chance na eleição presidencial do ano passado.

Em março, o ex-vice-presidente de Ahmadinejad, Mohammad-Reza Rahimi, foi indiciado por seu envolvimento nesse caso.

O promotor-chefe Gholam-Hossein Mohseni-Ejei disse na semana passada que, além das quatro sentenças de morte, 33 burocratas de alto escalão e banqueiros receberam longas sentenças de prisão, inclusive duas perpétuas.

Por causa do escândalo, o então chefe do maior banco do Irã, o público Bank Melli, Mahmoud Reza Khavari, fugiu para o Canadá.

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