Papa começa na Jordânia delicada viagem pelo Oriente Médio

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Em três dias de viagem, Francisco irá se reunir com refugiados da Síria e do Iraque às margens do rio Jordão e visitará Belém

Reuters

Reuters
É a primeira visita de Francisco, líder da comunidade de 1,2 bilhão de católicos do mundo, à região.













O papa Francisco fez um chamado para que se tomem medidas urgentes para acabar com três anos de guerra civil na Síria em sua chegada à Jordânia, onde neste sábado (24) iniciou visita ao Oriente Médio, buscando levar esperança para uma região onde a população cristã está encolhendo.

Falando com o rei Abdullah, da Jordânia, em sua primeira visita ao que os cristãos consideram a Terra Santa, Francisco elogiou o reino apoiado pelo Ocidente por seus esforços para "buscar uma paz duradoura para toda a região."

"Este grande objetivo requer que se encontre uma solução pacífica para a crise na Síria, como também para o conflito entre Israel e Palestina", disse ele.

Mais de 160 mil pessoas morreram no conflito na Síria e milhões foram deslocadas para os países vizinhos, incluindo a Jordânia. Os refugiados são de todas as religiões, mas os cristãos se sentem ameaçados por muçulmanos sunitas que lideram a insurgência militar contra o presidente Bashar al-Assad.

Após o encontro com o rei Abdullah, Francisco celebrou uma missa em um estádio em Amã e, em seguida, foi agendado um encontro com refugiados sírios e iraquianos em Betânia a leste do rio Jordão, onde segundo a tradição católica, Jesus foi batizado.

Os conflitos na região , incluindo os levantes árabes dos últimos anos e da guerra civil na Síria, têm acelerado o declínio histórico das comunidades cristãs.

Enquanto os crentes locais esperam que a visita de Francisco atraia a atenção para a sua situação, também duvidam que possam ajudar muito poucas em meio ao colpaso nas negociações de paz entre israelenses e palestinos.

Em Israel e na Cisjordânia ocupada, palestinos cristãos tentam cada vez mais a deixar a região, culpando o Estado judeu murchar suas perspectivas econômicas e minar a liberdade de movimento.

Israel nega que discrimina os cidadãos árabes e argumenta por razões de segurança restringir o movimento de palestinos na Cisjordânia.

É a primeira visita de Francisco, líder da comunidade de 1,2 bilhão de católicos do mundo, à região. Depois de se encontrar com o rei Abdullah e celebrar uma missa em um estádio de Amã, o pontífice irá se reunir com refugiados da Síria e do Iraque na Betânia, às margens do rio Jordão, o local onde Jesus foi batizado, de acordo com a tradição.

Na manhã de domingo, Francisco irá de helicóptero a Belém, uma visita de seis horas ao que o programa oficial do Vaticano chama de “Estado da Palestina”, uma terminologia que Israel rejeita.

Em 2012, o Vaticano revoltou Israel ao apoiar uma votação na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas para dar aos palestinos um status de reconhecimento como Estado. Israel argumenta que tal mudança só pode ocorrer por meio de negociações.

Leia tudo sobre: MUNDORELIGIAOPAPAJORDANIA

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas