Premiê deposta na Tailândia é convocada a se reunir com militares

Por Reuters |

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Militares proibiram 155 pessoas, incluindo manifestantes e até políticos, de deixar o país; toque de recolher já entrou em vigor

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O chefe do Exército tailandês, Prayuth Chan-ocha, convocou a primeira-ministra destituída Yingluck Shinawatra para uma reunião nesta sexta-feira (23), um dia após ter tomado o poder em um golpe de Estado para restaurar a ordem após meses de tumultos, de acordo com discurso dos militares.

Ontem: Comandante do Exército anuncia golpe de Estado na Tailândia

AP
Manifestante pró-governo aponta para soldado em meio a protesto nos arredores de Bangcoc, Tailândia


Quarta: Negociações pelo fim da crise na Tailândia permanecem inconclusivas

Yingluck chegou à base do Exército ao meio dia (horário local), de acordo com testemunha informou à Reuters. Prayuth estava lá no mesmo horário, mas não há confirmação de que eles tenham se reunião ou, em caso afirmativo, o quer poderiam ter discutido. Prayuth mais tarde foi para outra instalação do Exército para a qual outras autoridades do governo deposto foram levadas.

A ex-premiê foi forçada a deixar o cargo de primeira-ministra por um tribunal em 7 de maio. A reunião entre ela e os militares pode tentar amenizar o impacto político da intervenção do Exército, à medida que Prayuth tenta tirar o país da crise e afastar críticas internacionais. Eles convocaram outros 22 aliados, incluindo parentes poderosos e ministros de seu governo, para uma reunião em um centro militar na capital.

Ela é irmã de Thaksin Shinawatra, um bilionário do setor de telecomunicações que virou político e conquistou grande apoio entre os pobres e o desprezo dos monarquistas - por causa de acusações de corrupção e nepotismo. Ele foi deposto do cargo de premiê em um golpe militar em 2006.

Veja fotos das manifestações pelo país

Soldado faz ronda em Bangcoc para impedir protestos na Tailândia (20/05). Foto: APSoldados tailandeses são refletidos em um espelho enquanto guardam sede da polícia tailandesa em Bangcoc (20/05). Foto: APTailandesas fazem 'selfie' enquanto soldados do Exército rondam Bangcoc (20/05). Foto: APManifestante ergue bandeira enquanto passa pela polícia de choque da Tailândia em meio a protestos (maio/2014). Foto: APAcampamento de manifestantes é ataco em Bangcoc, Tailândia (maio/2014). Foto: APAtivistas anti-governo esperam até que o líder Suthep Thaugsuban saia do prédio do parlamento para discursar em Bangcoc, Tailândia (9/05). Foto: ReutersPolicial tailandês ferido recebe ajuda de seus companheiros após a explosão de uma bomba durante manifestações anti-governo, em Bangcoc (18/02). Foto: APManifestante antigoverno fica de prontidão durante pronunciamento de líder opositor Suthep Thaugsuban em Bangcoc, Tailândia (21/03). Foto: APPassageiros de ônibus observam figura de tamanho humano que imita policial na intersecção do monumento da vitória, onde manifestantes protestaram em Bangcoc, Tailândia. Foto: APHomem é visto com rifle escondido em meio a protesto na capital da Tailândia, marcado por tiros e explosões (1/02). Foto: Nir Elias/ReutersManifestante de oposição pintado nas cores nacionais da Tailândia atira pedras contra a polícia neste domingo (12/2013). Foto: ReutersManifestantes querem derrubar primeira-ministra Yingluck Shinawatra (12/2013). Foto: APPremiê anuncia dissolução do Parlamento e convoca eleições após 15 dias de protestos (12/2013). Foto: ReutersManifestante antigoverno (C) é detido por tropa de choque durante confrontos em estádio em Bangcoc, Tailândia (12/2013). Foto: APDurante apitaço, manifestantes ofereceram rosas aos policiais em Bangcoc (12/2013). Foto: APTailandeses bloqueiam entrado do Ministério das Finanças, em Bangcoc (12/2013). Foto: AP

Terça: Exército da Tailândia decreta lei marcial, mas nega golpe

O general Prayuth aplicou o golpe de Estado após grupos rivais terem se recusado a ceder seus interesses em uma luta pelo poder entre monarquistas e um governo populista, o que gerou temores de violência e prejudicou a economia.

Soldados detiveram políticos de ambos os lados quando Prayuth anunciou o golpe, após as conversações que ele estava presidindo terem fracassado. A ação foi amplamente condenada internacionalmente. Acredita-se que líderes de protestos pró e antigoverno ainda estejam presos, disse um parlamentar da oposição que não quis ser identificado. Os militares proibiram 155 pessoas, incluindo políticos e ativistas, de deixar o país.

Eles também censuraram a imprensa, dispersaram manifestantes rivais em Bangcoc e impuseram um toque de recolher nacional das 22h às 5h.

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Ainda nesta sexta-feira, Prayuth deveria encontrar-se com o rei Bhumibol Adulyadej no palácio real de Hua Hin, sul de Bangcoc, para explicar a medida tomada pelo Exército. Bangcoc estava calma e a vida parecia normal, embora os militares tenham ordenado o fechamento de todas as escolas e universidades.

Os programas regulares de televisão foram suspensos e todas as emissoras transmitiam anúncios militares e veiculavam o canal do Exército. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que não havia justificativa para o golpe, o qual teria “implicações negativas” para os laços com seu aliado, especialmente de cunho militar.

A França, União Europeia e do escritório de direitos humanos das Nações Unidas condenaram o ato.

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