Jovens raptadas na Nigéria estão distribuídas pelo país, diz governo

Por Agência Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Ministro acredita que o grupo de estudantes não deve estar no Bosque de Sambisa; ainda não há pistas sobre o paradeiro delas

Agência Brasil

O governo da Nigéria nega que as mais de 200 menores sequestradas pelos radicais islâmicos Boko Haram permaneçam no Bosque de Sambisa, base de operações do grupo. A suspeita é que elas foram divididas em grupos e distribuídas pelo país.

Assista: Sequestro de meninas espalha medo entre estudantes da Nigéria

AP
Aluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05)


Emoção: Parentes identificam nigerianas em vídeo divulgado pelo Boko Haram

“Não existem indícios que demonstrem que as nossas jovens continuem no bosque. Também não há indícios de que tenham sido retiradas do país”, disse o ministro da Informação, Labaran Maku, em entrevista à televisão na segunda (19), reproduzida pelo diário local The Punch nesta terça-feira (20).

Os esforços de busca do Exército nigeriano, com apoio internacional, centraram-se no Bosque de Sambisa, no estado de Borno (Norte), para onde se suspeitava que as menores tinham sido levadas após o rapto, em 14 de abril, de uma escola de Chibok.

Sem encontrar quaisquer pistas que indiquem que as adolescentes podem estar naquela área, Maku assinalou a “possibilidade de que as jovens tenham sido divididas em grupos e que se encontrem em vários pontos do país”.

Veja imagens sobre o sequestro das jovens na Nigéria

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

Sexta: Presidente da Nigéria cancela visita à cidade onde alunas foram sequestradas

O ministro negou as informações de que elas foram levadas para fora da Nigéria. Maku reconheceu que é “difícil” lutar contra o Boko Haram e apelou ao governo federal para que negocie com o grupo islâmico a libertação das adolescentes.

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, ameaçou publicamente vender as estudantes e exigiu a libertação de membros do grupo em troca das jovens.

Boko Haram significa “a educação não islâmica é pecado”, em haussa, a língua mais falada no Norte da Nigéria, o país mais populoso de África, com 160 milhões de habitantes.

Os fundamentalistas do Boko Haram pretendem criar um Estado islâmico no Norte da Nigéria, essencialmente muçulmano, ao contrário do Sul, onde os cristãos são maioria. Desde 2009, quando iniciaram a luta armada, são atribuídos aos radicais mais de 3 mil mortos.

Leia tudo sobre: sequestro na nigeriaalunasnigeriaboko haramislamicoshekauchibokborno

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas