Explosão de carros-bomba deixa ao menos 46 mortos na Nigéria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Autoria do ataque não foi reivindicada, mas de acordo com as autoridades, o Boko Haram pode estar por trás do atentado

Ao menos 46 morreram e muitos outros ficaram feridos após duas explosões de bombas na cidade nigeriana de Jos nesta terça-feira (20), de acordo com a polícia.

Boko Haram: Grupo extremista que sequestrou mais de 200 jovens na Nigéria

Reuters
Policiais próximos de um veículo totalmente danificado em Sabon Gari, Nigéria (19/05)


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Os oficiais disseram que a primeira explosão aconteceu em um mercado movimentado na região central e a segunda do lado de fora de um hospital, em um terminal de ônibus. Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques até o momento. Mas a cidade tem sido palco de diversos confrontos entre grupos cristãos e muçulmanos nos últimos anos.

Um porta-voz do governo regional disse à agência de notícias AFP que a maioria das vítimas era mulheres. O mercado e terminal de ônibus fazem parte do centro comercial de Jos.

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O Boko Haram também realizou uma série de ataques recentes em Jos. Na véspera de Natal em 2010, bombas supostamente plantadas pelo Boko Haram explodiram e mataram ao menos 80 pessoas.

Em abril, duas explosões resultaram em cerca de 120 mortos e ao menos 200 feridos em Abuja, capital do país. Na segunda, um carro-bomba matou 25 pessoas na cidade nigeriana de Kano. Segundo o jornalista Hassan Ibrahim informou à BBC, a tensão aumentou após jovens bloquearem estradas. Os líderes religiosos pedem calma à população.

Violência

Mais de 300 pessoas foram mortas em ataques a cidades e aldeias nas últimas semanas e extremistas também são acusados ​​de atacarem acampamento chinês no país vizinho Camarões. Um soldado soldado camaronês foi morto e dez trabalhadores chineses raptados.

Esse crime soma-se ainda ao rapto de mais de 200 estudantes em Chibok, que despertou a atenção internacional e ira na Nigéria por causa do fracasso do governo em resgatar as meninas. Por causa disso, o presidente nigeriano Goodluck Jonathan aceitou a ajuda de vários países, incluindo a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, para encontrar as jovens.

O sequestro também despertou a atenção mundial para o sombrio grupo extremista Boko Haram, que exige a libertação de rebeldes presos em troca das meninas - ação já descartada pelo governo, de acord com funcionários.

Diplomatas disseram nesta terça que a Nigéria pediu ao comitê de monitoramento do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a Al-Qaeda para adicionar Boko Haram a lista de embargo de armas e congelamento de bens.

Mais de 2 mil pessoas foram mortas na insurgência deste ano em comparação com uma estimativa de 3.600 entre 2010 e 2013.

*Com BBC e AP

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