Explosão em mina não ficará impune, garante premiê da Turquia

Por Reuters |

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Durante pronunciamento, Recep Tayyip Erdogan afirmou que a fiscalização vai aumentar; oito suspeitos foram detidos ontem

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O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, prometeu nesta terça-feira (20) não permitir que os responsáveis pelo pior desastre em uma mina no país fiquem impunes.

Sábado: Operação de resgate em mina turca é encerrada após retirada de 301 corpos

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O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, cumprimenta membros do seu Partido AKP durante reunião no Parlamento turco em Ancara


Protestos: Polícia entra em choque com manifestantes em Soma, Turquia

"Se Deus quiser, todo mundo vai tirar as lições necessárias a partir deste desastre", afirmou ele em discurso semanal para legisladores de seu partido. "Estaremos mais determinados do que nunca em aumentar a fiscalização e tomar as medidas necessárias."

"Todas as investigações criminais e administrativas serão realizadas e estaremos monitorando-as rigorosamente", continuou.

O pronunciamento aconteceu após tribunal ordenar a prisão de mais três como parte de investigação sobre o incêndio em uma mina de carvão na cidade ocidental de Soma que matou 301 pessoas. As mortes dos mineiros provocaram a ira da população em um momento crítico para a Erdogan, enquanto ele pondera sobre o anúncio de sua candidatura às eleições presidenciais de agosto.

De acordo com a agência de notícias estatal Anadolu, oito suspeitos foram presos por um tribunal turco na noite de segunda-feira na cidade de Soma, oeste da Turquia, sob a acusação provisória de "causarem mortes múltiplas", no desastre ocorrido numa mina na semana passada. O anúncio foi feito no momento em que a última das 301 vítimas era sepultada.

Veja as buscas por desaparecidos em Soma na galeria de fotos

Mineiros carregam colega resgatado após explosão e incêndio em uma mina de carvão na Turquia (13/05). Foto: APEquipes de resgate trabalham para retirar sobreviventes após explosão de uma mina na Turquia (13/05). Foto: APMineiro é socorrido após acidente em mina que deixou centenas de mortos, na Turquia (13/05). Foto: APMineiro recebe atendimento médico após ajudar no resgate de colegas após explosão em uma mina na Turquia (13/05). Foto: APAmbulâncias esperam do lado de fora após acidente em uma mina de carvão em Soma, Turquia (14/05). Foto: APFamiliar espera por notícias do lado de fora de mina que explodiu em Soma, Turquia (14/05). Foto: APEquipes de resgate carregam mineiro que sobreviveu a explosão em uma mina em Soma, Turquia (14/05). Foto: APFamiliares se emocionam enquanto esperam do lado de fora de uma mina em Soma, oeste da Turquia (14/05). Foto: APSobrevivente recebe os primeiros socorros após ser retirado de mina em Soma, Turquia (13/05). Foto: APMineiro se emociona ao sair de mina que explodiu na Turquia (13/05). Foto: AP

Domingo: Polícia turca prende 18 em investigação de explosão em mina

O gerente geral da Companhia Mineradora de Carvão de Soma, Ramazan Dogru, e o executivo-chefe, Can Gurkan, filho do proprietário da empresa, Alp Gurkan, estão entre os detidos. As prisões foram efetuadas depois da detenção e interrogatório de 26 pessoas. Os demais suspeitos foram soltos, mas poderão ser processados.

Um relatório preliminar sobre as possíveis causas do acidente, citado pelo promotor Bekir Sahiner, indicou que o fogo que provocou a tragédia pode ter sido desencadeado por carvão aquecido em contato com o ar.

Fim das buscas

Equipes de socorro retiraram no sábado (17) os corpos de mais dois trabalhadores de uma mina na cidade de Soma, na Turquia. A operação de resgate foi encerrada, com um balanço definitivo de 301 mortos, anunciou o ministro da Energia da Turquia, Taner Yildiz.

"A missão de resgate chegou ao fim. Já não há nenhum mineiro no fundo da mina", disse Yildiz aos jornalistas, quatro dias após a explosão que devastou o local, no Oeste da Turquia.

O acidente motivou uma nova onda de protestos contra o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, acusado de ter negligenciado a segurança dos mineiros.

A polícia nas cidades de Ancara e Istambul, na Turquia, usaram bombas de gás e canhões de água para controlar milhares de manifestantes nesta sexta-feira, que protestavam contra a explosão a mina. Os manifestantes pediam a renúncia do governo após o desastre - o pior do tipo na história do país. Também houve conflitos na cidade de Soma, próxima à mina de carvão, durante a visita do primeiro-ministro.

Segundo a mídia local, os manifestantes em Soma chutaram o carro de Erdogan e gritaram frases pedindo sua saída, logo após o premiê dar uma entrevista coletiva. Ele foi vaiado assim que saiu do carro e, cercado por seus guarda-costas, teve de se refugiar em uma loja.

Já na capital Ancara, cerca de 800 pessoas marcharam da uma universidade até o Ministério da Energia para prostestar contra a tragédia. A polícia usou bombas de gás para tentar dispersar a multidão.

*Com Reuters e AP

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