Oposição faz exigências para continuar diálogo com governo da Venezuela

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Entre outras coisas, grupo pede anistia para militantes presos e comissão não-partidária para investigar mortes em protestos

Após reunião com os ministros da Unasul, União de Nações Sul-Americanas, do Brasil, Colômbia e Equador, além de representante do Vaticano, foram divulgadas, nesta segunda-feira (19), as exigências de grupo anti-governo para dar sequência às negociações com o governo da Venezuela.

Após prisões: Governo da Venezuela diz ter libertado centenas de jovens ativistas

AP
Guarda Nacional Bolivariana tenta conter mulheres que tentam impedir prisão de manifestante durante protesto anti-governo em Caracas, Venezuela (14/05)


Reação: Venezuela tem novos protestos após prisão de 243 ativistas; um policial morre

Ramón Guillermo Aveledo, secretário executivo da Mesa de Unidade Democrática (MUD), explicou aos jornalistas que uma delas era sobre os - ao menos 6 mil - “casos dos presos políticos, asilados e processados" e pela elaboração de um relatório sobre as violações dos direitos humanos durante a repressão aos manifestantes.

A oposição exige ainda que seja criada Comissão da Verdade não-partidária com o objetivo de investigar as cerca de 41 mortes no país desde o início das manifestações, em fevereiro. O grupo, porém, não quer que essa investigação seja comandada pelo presidente do Parlamento, Diosdado Cabello.

O processo de negociação foi congelado na semana passada pela oposição para protestar contra as prisões em massa durante os protestos e porque, segundo eles, o diálogo não estava dando resultados.

Veja fotos sobre a onda de protestos na Venezuela

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

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Já o presidente Nicolás Maduro insistiu que não irá "se levantar da mesa de diálogo" e atribuiu a suspensão a "grandes pressões", lembrando que "o simples diálogo e o debate são um resultado positivo."

Novas manifestações

Na semana passada, autoridades da Venezuela disseram terem libertado a maior parte dos 243 jovens detidos quando acampavam em praças e ruas de Caracas em protesto contra o governo socialista de Nicolás Maduro, ação que foi criticada pela ONU.

A desmontagem de quatro acampamentos em áreas de classe média da capital e as detenções de manifestantes reavivaram os protestos que agitam o país desde fevereiro.

De acordo com uma declaração da Procuradoria, oito dos detidos no ataque contra os acampamentos foram transferidos para uma prisão no centro de Caracas e três deles a uma cadeia do serviço de inteligência, por crimes como "posse ilegal de arma de fogo", "incitação à desobediência", "dano violento à propriedade" e "conspiração" para o crime.

*Com AP, Reuters e El País

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