Conflito na Síria matou ao menos 54 mil civis, diz grupo de monitoramento

Por iG São Paulo |

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Estimativas dizem que cerca de 62.800 outros 'grupos' foram mortos no conflito; vítimas rebeldes chegam a cerca de 42.700

Pelo menos 162 mil pessoas foram mortas em três anos de conflito na Síria, segundo estimativas divulgadas por um grupo de monitoramento nesta segunda-feira (19), e outros milhares estão desaparecidos depois de terem sido capturados por forças do presidente Bashar al-Assad e dos rebeldes que tentam derrubá-lo.

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AP
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O grupo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, pró-oposição síria e com sede na Grã-Bretanha, afirmou que as perdas entre os combatentes no lado do governo foram maiores do que no campo dos rebeldes.

De acordo com suas estimativas, pelo menos 54 mil civis foram mortos desde o início do conflito e outros 62.800 entre os membros do Exército, milícias pró-Assad, combatentes do grupo libanês Hezbollah e outros estrangeiros xiitas. No campo rebelde, foram 42.700 mortos, incluindo militantes da Frente Nusra, ligada à rede Al Qaeda, e outras brigadas islamitas, e soldados que desertaram do Exército sírio.

Cerca de 3 mil pessoas de identidade ou afiliação desconhecida também morreram, segundo o grupo de monitoramento.

O Observatório afirmou que todas as partes em conflito minimizam suas perdas, por isso é quase impossível chegar a um dado preciso, e que a cifra total de mortos pode ser provavelmente maior, chegando a 230 mil.

Início 

O conflito começou por meio de protestos em março de 2011 na cidade de Deraa, sul do país. Grupo de jovens foi preso por escrever slogans revolucionários nas paredes de um colégio.

As forças de segurança abriram fogo contra manifestantes deixando vários mortos, o que levou a mais indignação e protestos. Em pouco tempo, manifestantes estavam na rua em várias partes do país pedindo a renúncia de Assad. O uso de força militar para esmagar os opositores só intensificou os protestos. Em julho de 2011, as manifestações já reuniam centenas de milhares em diversas partes do país.

Os opositores pegaram em armas, primeiramente com o argumento de se proteger, mas logo usando a força para expulsar forças de segurança oficiais de diversas regiões. A Síria mergulhou em uma guerra civil com brigadas rebeldes combatendo forças do governo pelo controle de cidades e do interior. Em 2012, os combates chegaram à capital, Damasco, e à segunda maior cidade da Síria, Aleppo.

Em julho de 2013, a ONU estimou que mais de 100 mil haviam sido mortos. Os números pararam de ser atualizados, mas ativistas dizem que a marca já ultrapassou 140 mil.

*Com Reuters e BBC

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