Primeiro-ministro da Sérvia afirmou que a situação na região é catastrófica; autoridades consideraram esta a pior chuva na região dos Balcãs em mais de um século

Reuters

Imagem mostra área alagada em Obrenovac, a 30 quilômetros de Belgrado, na Sérvia
AP
Imagem mostra área alagada em Obrenovac, a 30 quilômetros de Belgrado, na Sérvia

Soldados, policiais e moradores de aldeias lutavam para proteger as usinas de geração de energia na Sérvia em meio a enchentes no domingo, quando o número de mortos da pior chuva na região dos Balcãs em mais de um século chegou a 37.

Doze corpos foram recuperados na cidade sérvia mais atingida de Obrenovac, a 30 quilômetros a sudoeste da capital, Belgrado, mas o número provavelmente irá subir à medida que as águas baixarem.

Leia mais:  Inundações deixam ao menos 20 mortos na Bósnia e na Sérvia

"A situação é catastrófica", disse o primeiro-ministro Aleksandar Vucic a repórteres.

Centenas de soldados e moradores correram para levantar barreiras de sacos de areia ao redor do perímetro da usina de energia Kostolac, a leste de Belgrado, onde um cinegrafista da Reuters disse que águas do rio Mlava, um afluente do rio Danúbio, avançavam cerca de um quilômetro.

Os trabalhadores da usina juntaram-se ao esforço, cavando uma estrada na tentativa de desviar águas que ameaçavam inundar minas de carvão próximas. A planta Kostolac gera o equivalente a 20 por cento das necessidades de eletricidade da Sérvia.

Aviões de carga russos transportando barcos, geradores e comida juntaram-se às equipes de resgate de toda a Europa e milhares de voluntários locais para evacuação de pessoas após o rio Sava transbordar.

As chuvas diminuíram e as águas de enchentes retrocederam no domingo em algumas das áreas mais atingidas da Sérvia e da Bósnia, mas o Sava deveria subir ainda mais, segundo previsões.

A EPS, concessionária de energia da Sérvia, disse que uma nova onda de inundação também ameaçava a maior usina da Sérvia, a Nikola Tesla, em Obrenovac.

Inundações já cortaram a geração de energia sérvia em 40 por cento, forçando o país sem dinheiro a aumentar as importações.

"Cada vez mais a água está chegando mais perto, mas por agora as barreiras de defesa de sacos de areia estão segurando", reportou a agência de notícias Tanjug citando o gerente-geral de Kostolac, Dragan Jovanovic.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.