Tropa de choque usou canhão de água e gás lacrimogêneo para conter ativistas que protestaram contra dona de mina

Equipes de socorro retiraram neste sábado (17) os corpos de mais dois trabalhadores de uma mina na cidade de Soma, na Turquia. A operação de resgate foi encerrada, com um balanço definitivo de 301 mortos, anunciou o ministro da Energia da Turquia, Taner Yildiz.

ProtestosPolícia entra em choque com manifestantes em Soma, Turquia

Mineiro turco na entrada da mina de carvão em Soma, Turquia , neste sábado (17)
AP
Mineiro turco na entrada da mina de carvão em Soma, Turquia , neste sábado (17)

"A missão de resgate chegou ao fim. Já não há nenhum mineiro no fundo da mina", disse Yildiz aos jornalistas, quatro dias após a explosão que devastou o local, no Oeste da Turquia.

Protestos

O acidente motivou uma nova onda de protestos contra o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, acusado de ter negligenciado a segurança dos mineiros.

A polícia nas cidades de Ancara e Istambul, na Turquia, usaram bombas de gás e canhões de água para controlar milhares de manifestantes nesta sexta-feira, que protestavam contra a explosão a mina. Os manifestantes pediam a renúncia do governo após o desastre - o pior do tipo na história do país. Também houve conflitos na cidade de Soma, próxima à mina de carvão, durante a visita do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan.

Revoltados, parentes e amigos das vítimas cercaram o carro do premiê, gritando e tentando agredi-lo. "Em relação à operação de resgate, posso dizer que nossas esperanças estão diminuindo", disse o ministro da Energi, Taner Yildiz, que está em Soma. Ele afirmou que o incêndio provocado pela explosão continua queimando o interior da mina, mesmo 18 horas depois do acidente. O ar lá dentro está cheio de fumaça, e as mortes estão sendo provocadas por inalação do monóxido de carbono.

Vaias e chutes

Segundo a mídia local, os manifestantes em Soma chutaram o carro de Erdogan e gritaram frases pedindo sua saída, logo após o premiê dar uma entrevista coletiva. Ele foi vaiado assim que saiu do carro e, cercado por seus guarda-costas, teve de se refugiar em uma loja.

Já na capital Ancara, cerca de 800 pessoas marcharam da uma universidade até o Ministério da Energia para prostestar contra a tragédia. A polícia usou bombas de gás para tentar dispersar a multidão.

* Com Reuters e BBC

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