Rebeldes das Farc anunciam cessar-fogo durante eleições na Colômbia

Por Reuters |

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Segundo o líder Pablo Catabumbo, ação será válida para os dias 25 e 28 de maio, quando serão realizadas disputas presidenciais

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O rebeldes de esquerda das Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, declararam um cessar-fogo unilateral entre 20 maio e 28 maio, um período que inclui a eleição presidencial de 25 de maio, enquanto os guerrilheiros e o governo prosseguiam com as negociações de paz em Havana nesta sexta-feira (16).

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AP
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"Estamos ordenando a todas as nossas unidades que cessem com qualquer ação militar ofensiva contra as forças armadas ou a infra-estrutura econômica a partir da zero hora de terça-feira, 20 de maio, até a meia noite da quarta-feira, 28 de maio", afirmou o líder rebelde Pablo Catabumbo a jornalistas em Havana.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo do presidente colombiano, José Manuel Santos, participam de negociações de paz em Havana desde novembro de 2012, em uma tentativa de acabar com um conflito de 50 anos. As negociações foram retomadas após Catabumbo ler o comunicado.

O Exército de Libertação Nacional (ELN), um outro grupo rebelde, não está participando das negociações, mas é também signatário do aviso de cessar-fogo. Quaisquer desdobramentos das negociações de paz podem afetar a eleição presidencial, em que Santos, de centro-direita, está buscando a reeleição.

Favorito na disputa e forte defensor do processo de paz, Santos viu sua vantagem diminuir em pesquisas de opinião pública. O candidato de direita Oscar Iván Zuluaga conseguiu um empate nas sondagens.

Zuluaga pertence ao partido do ex-presidente Álvaro Uribe, cuja popularidade aumentou adotando uma linha dura contra as Farc. Zuluaga ameaçou interromper as negociações de paz se ganhar as eleições e as Farc não declararem um cessar-fogo definitivo.

No entanto, nenhum dos dois candidatos deve conseguir os 50 por cento necessários para vencer em 25 de maio, o que forçaria um segundo turno em 15 de junho.

Os negociadores de paz estão a tentando acabar com o mais longo conflito de guerrilha da América Latina, que já matou mais de 200 mil pessoas desde que começou em 1964.

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