Malásia revisará dados para iniciar nova fase de buscas por avião desaparecido

Por Reuters |

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Países envolvidos nas buscas concordaram em realizar revisão para definir nova área a ser investigada; avião sumiu em março

Reuters

Malásia, China e Austrália concordaram em reexaminar todos os dados relacionados ao desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines para melhor definir a área de buscas, disse o ministro dos Transportes da Malásia nesta quinta-feira (15), no momento em que as investigações entram em uma nova fase.

Investigação: Buscas por voo da Malásia podem levar um ano

AP
O ministro da Defesa da Malásia e dos Transportes, Hishammuddin Hussein, indica local onde os objetos foram registrados por satélite francês, na Malásia (arquivo)


Dados: Malásia divulga relatório preliminar sobre desaparecimento do voo MH370

Os três países também concordaram em uma reunião em Canberra na semana passada em realizar um levantamento para mapear o fundo do oceano e adquirir veículos e equipamentos adequados para as buscas, disse o ministro Hishammuddin Hussein a jornalistas em Kuala Lumpur.

"Eu informei o gabinete do governo da Malásia ontem sobre o resultado da reunião, e foi decidido. Agora tenho a autorização para anunciar que os detalhes da fase de transição foram aprovados pelo governo da Malásia", ele disse.

O Boeing 777 com 239 pessoas a bordo desapareceu em 8 de março, durante um voo regular entre Kuala Lumpur e Pequim. Acredita-se que a aeronave caiu no Oceano Índico, ao largo da Austrália ocidental. Cerca de dois terços dos passageiros eram cidadãos chineses.

Acompanhe as buscas pelo voo malaio em fotos

Comandante James Lybrand, à dir., capitão Nick Woods, comandante do navio, à esq., buscam sinais do sinalizador ao sul do Índico (5/04). Foto: APPiloto em caça da Austrália participa das buscas pelo voo da Malásia Airlines no Oceano Índico (4/04). Foto: ReutersCapitão do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), Rob Shearer, lê missão a bordo de caça enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersSargento Sean Donaldson se prepara para implantar marcador de fumaça a bordo do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersMembro da tripulação do Royal New Zealand Air Force (RNZAF) P3 Orion durante as buscas no Índico (4/04). Foto: ReutersTripulante de um Força Aérea Real da Nova Zelândia busca pelo voo desaparecido da Malásia no Índico (1/04). Foto: APPilotos japoneses buscam avião desaparecido da Malásia no Oceano Índico perto da Austrália (1/04). Foto: APVeículo Submarino Autônomo (AUV) no cais da base naval HMAS Stirling em Perth, Austrália, ajuda nas buscas pelos 'pings' do avião malaio (30/03). Foto: APMembro da tripulação Sean Donaldson lança boia com marcação de GPS do avião Royal New Zealand Air Force P-3K2 direto no Índico (29/03). Foto: APSilhueta de um membro da tripulação analisa bloco de notas de outras embarcações que participam das buscas no Índico (29/03). Foto: APImagem divulgadas no dia 16 foram captadas por satélites pela Austrália (28/03). Foto: ReproduçãoMembros da tripulação a bordo do AP-3C Orion, da força aérea australiana,  observam mapas de navegação em busca do voo desaparecido da Malaysia Airlines, no Índico (28/03). Foto: APPotências relutariam em tornar públicas imagens de radar para não revelar tecnologias (28/03). Foto: APSargento Matthew Falanga observa imagens de radar da Força Aérea Australiana durante buscas por destroços do avião da Malaysia Airlines, no Oceano Índico (27/03). Foto: APEngenheiro de voo Ron Day,à dir., a bordo de avião da Força Aérea Australiana, ajuda nas buscas pelo voo da Malaysia Airlines, no Índico (26/03). Foto: APEmpresa britânica Inmarsat recebe 'pings' de aeronaves como a da Malaysia Airlines que sumiu (25/03). Foto: BBCBarco inflável é lançado durante as buscas por destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines, no sul do Índico (23/03). Foto: APAutoridades francesas analisam objetos no oceano índico que podem ser o avião desaparecido da Malaysia Airlines (23/03). Foto: APNavio da Marinha australiana visto da janela de um avião da força aérea da Austrália, enquanto buscam pelo avião desaparecido malaio, no Índico (22/03). Foto: APMilitares da Força Aérea da Austrália participam de buscas por avião desaparecido da Malásia (20/3). Foto: APOficial Lang Van Ngan, das forças armadas do Vietnã, olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlin (14/03). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: Reuters

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A Austrália ficaria com a responsabilidade de conseguir novos equipamentos de busca de empresas contratadas, disse Hishammuddin, enquanto a Malásia e China deveriam enviar equipamentos e serviços adicionais para as buscas.

O ministro disse ainda que iria discutir a possibilidade de mais ajuda técnica dos EUA com o secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel, em uma cúpula na Cingapura no final deste mês.

Os três governos vão realizar videoconferências semanais para coordenar a pesquisa, a partir de segunda-feira.

Com base na análise inovadora de informações de satélites enviadas do avião antes de sua suposta queda, os pesquisadores acreditavam que a posição aproximada de destroços do avião estaria ficaria cerca de 1.550 quilômetros a noroeste de Perth. A busca foi concentrada em uma região com base em sinais acústicos que teriam vindo de gravadores da caixa preta da aeronave antes de suas baterias se esgotarem.

Uma grande operação de busca envolvendo satélites, aviões, navios e equipamentos subaquáticos sofisticados, capazes de vasculhar o fundo do oceano, não conseguiu localizar nenhum vestígio do avião.

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