Ucrânia é mais leal à Europa do que aos russos, diz pesquisa

Por iG São Paulo |

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Levantamento da CNN ouviu 1 mil ucranianos e revelou que 56% deles se sentem mais ligados a Europa do que a Moscou

Ucranianos são menos pró-russos do que os separatistas visam fazer o mundo acreditar, mesmo em regiões ao longo da fronteira com a Rússia, que supostamente votaram esmagadoramente pela independência da Ucrânia, indica pesquisa da CNN divulgada nesta terça-feira (13).

Ontem: Insurgentes declaram Donetsk independente e pedem anexação à Russia

Reuters
Ucranianos comemoram anúncio dos resultados do referendo sobre o estatuto da região em Luhansk, Ucrânia (12/05)


Resultados: Separatistas no leste da Ucrânia dizem ter vencido referendo com 89%

O povo da Ucrânia se sente muito mais ligado à Europa do que com a Rússia, e uma grande maioria apoia as sanções econômicas contra Moscou, de acordo com votação envolvendo 1 mil pessoas realizada na semana passada por todo o país.

Dois em cada três (67%) pessoas na Ucrânia aprovam as sanções econômicas contra a Rússia, enquanto um em cada três (29%) desaprova, sugere pesquisa por ComRes da CNN.

Além disso, ucranianos tendem a ver o presidente russo, Vladimir Putin, como um perigoso e forte líder, enquanto consideram o presidente dos EUA, Barack Obama, amigável.

Segundo a pesquisa, 56% disseram que sentem um forte senso de lealdade com a Europa do que em relação a Rússia, enquanto 19% se sentem mais leais a Rússia enquanto 22% negaram essa relação. Outros 3% disseram não saber opinar sobre o assunto.

Os resultados vêm um dia depois de os separatistas pró-russos no leste do país anunciarem o apoio da maioria da população pela secessão da Ucrânia, em um referendo denunciado pelos Estados Unidos e seus aliados europeus como inconstitucional.

Sanções

A Rússia disse nesta terça que novas sanções da União Europeia vão prejudicar os esforços para acalmar a crise na Ucrânia e fez um chamado ao Ocidente para que convença o governo em Kiev a manter conversações antes da eleição presidencial de 25 de maio sobre a estrutura de funcionamento do país.

Veja fotos da ocupação russa na Ucrânia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Preparação: Leste da Ucrânia decide futuro em referendo separatista

Os resultados dos referendos sobre autonomia em Donetsk e Luhansk, regiões de maioria russa no leste ucraniano, "deveriam ser um claro sinal a Kiev sobre a profundidade da crise" na Ucrânia, disse o ministério russo de Relações exteriores em um comunicado.

O Kremlin não chegou a endossar a independência dessas regiões ou sua anexação pela Rússia, mas disse que os referendos salientam a necessidade de conversações entre o governo pró-ocidental e os separatistas do leste.

"Moscou espera que a UE e os Estados Unidos usem sua influência sobre a atual liderança em Kiev de modo que questões de estrutura de Estado e respeito aos direitos das regiões sejam discutidas em breve - de qualquer modo, antes da eleição marcada para 25 de maio", assinalou.

Apoio

O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse que outros países têm de compartilhar a carga da imposição de sanções à Rússia e que quaisquer medidas deveriam incluir também os setores financeiros e de energia, além da defesa.

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Em entrevista à rede CNN na segunda à noite, Fabius também deu a entender que a França não descarta a possibilidade de rever a venda de navios de guerra à Rússia - um contrato acertado antes do início da crise na Ucrânia.

Os Estados Unidos vêm pressionando a França, Alemanha e Grã-Bretanha para que adotem uma atitude dura contra a Rússia para punir seu governo pela anexação da Crimeia e dissuadi-lo de intervir no leste da Ucrânia.

Ao lhe perguntarem se a França segue a mesma posição adotada pelos Estados Unidos, Fabius disse: "Acho que sim, desde que todos façam os mesmos sacrifícios" - uma referência a outras nações.

"Não são sanções contra a Europa, mas Rússia. Não esqueçamos disso", disse ele.

*Com Reuters e CNN

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