Funcionários visam obter melhorias salariais; cidades dos EUA, Europa, e Canadá têm os serviços suspensos a partir desta terça

Funcionários das embaixadas e consulados do Brasil iniciaram nesta terça-feira (13) uma greve de 48 horas em 17 cidades entre a Europa, os Estados Unidos e o Canadá. Eles reivindicam melhores salários, comunicou a Aflex, Associação dos Funcionários Servidores Locais do Ministério das Relações Exteriores no Exterior.

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Nos EUA, consulados do Brasil em Nova York, Los Angeles, Hartford, San Francisco, Houston e Atlanta estão de greve (arquivo)
Wikimedia Commons
Nos EUA, consulados do Brasil em Nova York, Los Angeles, Hartford, San Francisco, Houston e Atlanta estão de greve (arquivo)


Por meio de seu site, a entidade informou que o atendimento consular estará suspenso nesse período em Nova York, Los Angeles, Hartford, San Francisco, Houston e Atlanta, EUA, além de Montreal e Toronto, no Canadá. Na Europa, os empregados das embaixadas em Berna, Roma, Paris, Londres, Frankfurt, Milão, Genebra, Bruxelas e Roterdã aderiram a greve.

De acordo com a entidade, "desde 2011 a Aflex tenta sensibilizar o Ministério das Relações Exteriores" sobre os "inúmeros pedidos de reajustes salariais" que não foram atendidos.

Além disso, a nota adverte que "também ficará sensivelmente prejudicado o processamento de pedidos de visto, especialmente para os estrangeiros que pretendem vir ao Brasil para prestigiar a Copa do Mundo". A greve afetará tanto o atendimento aos brasileiros no exterior como também os contatos entre as representações brasileiras e autoridades estrangeiras.

Em nota, a Aflex alerta ainda que além de não receber resposta sobre as reivindicações salariais, os membros da associação têm sofrido "perseguições e suspensões arbitrárias" por parte das autoridades do Itamaraty.

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