Assista: Boko Haram mostra nigerianas raptadas 'convertidas' ao islã

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ao menos 100 meninas aparecem usando hijabs e recitando o Alcorão; terroristas estão dispostos a trocar alunas por presos

Em um suposto vídeo do Boko Haram divulgado nesta segunda-feira (12), algumas das jovens nigerianas sequestradas aparecem usando vestes muçulmanas enquanto o líder do grupo terrorista declara que elas se converteram ao Islã.

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Vídeo:

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A gravação, divulgada pela agência de notícias francesa France-Press, foi feita em uma área rural e mostra cerca de 100 jovens. Em 27 minutos de filmagens, o líder do grupo terrorista, Abubakar Shekau, diz estar disposto a trocar as estudantes por presos do Boko Haram.

É possível ver as meninas usando hijabs preto e cinza e recitando o Alcorão enquanto fazem declarações islâmicas de fé. Shekau aparece em uma parte separada do vídeo, mas nunca próximo das meninas.

"Louvado seja Deus, o senhor do mundo", as meninas cantam no vídeo.

Essa é a primeira aparição das estudantes desde abril, quando elas foram sequestradas na cidade de Chibok, localizada no nordeste da Nigéria. À época, comboio de militantes islâmicos dirigiu até escola, apreendeu cerca de 300 jovens e fugiu pela noite.

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Ao menos 276 meninas continuam desaparecidas desde que o grupo terrorista as raptou, no dia 14 de abril. Apesar de algumas das meninas terem fugido logo depois do sequestro, nenhuma das outras foi encontrada.

Camarões

Residentes de uma cidade repetidamente atacada por extremistas islâmicos na Nigéria afirmam que estão cruzando a fronteira com o Camarões por não confiarem no governo e nem nos militares para protegê-los.

Gamboru foi alvo de quatro ataques no ano passado. Mas a fúria e destruição causada na última segunda-feira (5) a gota d'água: mais de 1 mil lojas, dezenas de casas e 314 caminhões e carros foram bombardeados e queimados, de acordo com o governante local de Gamboru-Ngala, Bukar Mustapha.

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Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

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Corpos ainda estão sendo localizados uma semana após o ataque, mutilados em meio a telhados de zinco que são tudo o que restou de um mercado e pela mata circundante, onde as pessoas tentavam fugir dos assassinos, disse o governador do estado de Borno em visita ao local no domingo.

Os extremistas também explodiram a única ponte que liga Borno ao vizinho Chade e Camarões, deixando uma bagunça de vigas de concreto que agora tem linhas de caminhões transportando mercadorias presas em lados opostos da ponte.

Moradores informaram terem alertado de antemão os militares sobre campos de suspeitos em um matagal nas proximidades e que supostos combatentes da rede terrorista Boko Haram estavam se preparando para atacar. E não é a primeira vez que alegações desse tipo foram feitas.

"Nós temos agora mais razões para acreditar que uma possível conspiração não pode ser descartada sobre o último ataque, porque as tropas anteriormente estacionados na cidade foram retiradas algumas horas antes de os pistoleiros cercaram a região", disse porta-voz dos moradores, Modu Bulama, a um repórter da Associated Press.

Quinta: Ocidente envia equipes para ajudar nas buscas por sequestradas

A humilhação do governo da Nigéria e o fracasso dos militares em resgatar as meninas raptadas há quatro semanas forçou o presidente Goodluck Jonathan a aceitar ofertas de ajuda dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e China nas buscas pelas jovens. No domingo, ele aceitou uma oferta de Israel para enviar uma equipe de especialistas contra o terrorismo. Jonathan disse no domingo que estava "muito otimista" sobre a ajuda internacional para o resgate das meninas.

Mas especialistas alertam que essa será uma tarefa difícil, uma vez que a área onde o grupo islâmico se esconde é vasta. Relatórios na semana passada indicam que algumas delas haviam sido forçadas a casar com seus sequestradores e outras podem ter sido ‘comercializadas’ nas fronteiras com o Chade e Camarões.

*Com CNN e AP

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