Separatista da Ucrânia diz que criará órgãos estatais e Exército após referendo

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Em Donetsk, uma das regiões que hoje realiza referendo separatista, líder diz que os soldados do governo serão considerados "ocupantes" após anúncio dos resultados

Um líder separatista da região de Donetsk, no leste de Ucrânia, disse que serão formados órgãos estatais e que os soldados do governo serão considerados "ocupantes" uma vez que sejam anunciados os resultados do referendo de independência deste domingo, segundo a agência de notícias Interfax.

Leia mais: Leste da Ucrânia decide futuro em referendo separatista

"Todas as tropas militares no nosso território após o anúncio oficial dos resultados do referendo serão consideradas ilegais e declaradas ocupantes", disse Denis Pushilin, líder da autodeclarada República de Donetsk, segundo a agência. "É necessário formar organismos estatais e autoridades militares o mais breve possível", acrescentou ele, de acordo com a Interfax.

AP
Ucranianos pró-Rússia protestam e também referendo na região de Odessa, a exemplo da votação deste domingo

Duas regiões da Ucrânia, Donetsk e Luhansk, de língua russa, decidem neste domingo (11) em referendo se aprovam a independência dos territórios, a exemplo do que aconteceu com a Crimeia. A consulta foi organizada por líderes pró-Rússia, uma vez que os rebeldes nessas regiões ocuparam prédios do governo e entraram em confronto com a polícia ucraniana.

Ontem, o presidente em exercício na Ucrânia, Oleksander Turchinov, disse às regiões orientais tomadas por ativistas pró-Rússia que elas estariam cortejando a catástrofe se votarem "sim" no referendo separatista no domingo. Turchinov, que considera ilegal o referendo pediu que a população aceite uma "mesa redonda" para negociar sobre uma maior autonomia. Mas, em referência aos ativistas que tomaram prédios do governo e da polícia, ele disse que "terroristas" não podem ser incluídos.

A atmosfera nas grandes cidades de toda a região estava tensa e algumas foram palco de protesto, embora não se tenham relatos de confrontos.

Os países ocidentais se preparam para aumentar a pressão sobre a Rússia, a quem acusam de engenhar a crise para desestabilizar a Ucrânia. A Rússia nega envolvimento mas fala em apoio aos insurgentes, que estariam se defendendo contra as forças fascistas ucranianos. Os países ocidentais devem anunciar novas sanções econômicas por conta das ações do presidente Vladimir Putin sobre a Ucrânia.

Com Reuters e AP

Leia tudo sobre: ucrâniareferendo separatistarússia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas