Leste da Ucrânia decide futuro em referendo separatista

Por iG São Paulo |

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Em Donetsk e Luhansk, regiões de língua russa, população decidirá se apoia a separação dos territórios a exemplo do que aconteceu na Crimeia, que aprovou integração à Rússia

Duas regiões da Ucrânia, Donetsk e Luhansk, de língua russa, decidem neste domingo (11) em referendo se aprovam a independência dos territórios, a exemplo do que aconteceu com a Crimeia. A consulta foi organizada por líderes pró-Rússia, uma vez que os rebeldes nessas regiões ocuparam prédios do governo e entraram em confronto com a polícia ucraniana.

Presidene em exercício: Referendo no leste da Ucrânia é passo para 'abismo'

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Ontem, o presidente em exercício na Ucrânia, Oleksander Turchinov, disse às regiões orientais tomadas por ativistas pró-Rússia que elas estariam cortejando a catástrofe se votarem "sim" no referendo separatista no domingo. Turchinov, que considera ilegal o referendo pediu que a população aceite uma "mesa redonda" para negociar sobre uma maior autonomia. Mas, em referência aos ativistas que tomaram prédios do governo e da polícia, ele disse que "terroristas" não podem ser incluídos.

AP
Moradores de duas regiões da Ucrânia decidem futuro em referendo separatista

O referendo, organizado unicamente para esta finalidade sem um claro controle da autenticidade das cédulas de voto ou das listas de eleitores, poderia ter consequências graves para a Ucrânia e para as relações entre Moscou e o Ocidente. E corre o risco de tornar confrontos isolados em uma guerra civil.

"(A separação da Ucrânia) ... seria um passo para o abismo para essas regiões", disse Turchinov em seu site. "Aqueles que defendem a autonomia não entendem que isso significaria a destruição total da economia, dos programas sociais e da vida em geral, para a maioria da população nessas regiões."

A atmosfera nas grandes cidades de toda a região estava tensa, embora não se tenham relatos de combates durante a manhã.

Os países ocidentais se preparam para aumentar a pressão sobre a Rússia, a quem acusam de engenhar a crise para desestabilizar a Ucrânia. A Rússia nega envolvimento mas fala em apoio aos insurgentes, que estariam se defendendo contra as forças fascistas ucranianos.

Os países ocidentais devem anunciar novas sanções econômicas por conta das ações do presidente Vladimir Putin sobre a Ucrânia.

Com AP e Reuters

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