Referendo no leste da Ucrânia é passo para 'abismo', diz presidente em exercício

Por Reuters |

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Turchinov, que considera ilegal o referendo separatista nas regiões de língua russa (Donetsk e Luhansk), prevê catástrofe com vitória do 'sim' na votação deste domingo

Reuters

O presidente em exercício na Ucrânia, Oleksander Turchinov, disse às regiões orientais tomadas por ativistas pró-Rússia que elas estariam cortejando a catástrofe se votarem "sim" no referendo separatista no domingo.

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Pró-russos no leste da Ucrânia manterão referendo apesar de apelo de Putin

Turchinov, que considera ilegal o referendo nas regiões de língua russa, Donetsk e Luhansk, pediu que a população aceite uma "mesa redonda" para negociar sobre uma maior autonomia. Mas, em referência aos ativistas que tomaram prédios do governo e da polícia, ele disse que "terroristas" não podem ser incluídos.

O referendo, organizado unicamente para esta finalidade sem um claro controle da autenticidade das cédulas de voto ou das listas de eleitores, poderia ter consequências graves para a Ucrânia e para as relações entre Moscou e o Ocidente. E corre o risco de tornar confrontos isolados em uma guerra civil.

AP Photo/Manu Brabo
Homem pró-Rússia aparece em cima de blindado em frente a prédio ocupado em Donetsk


"(A separação da Ucrânia) ... seria um passo para o abismo para essas regiões", disse Turchinov em seu site. "Aqueles que defendem a autonomia não entendem que isso significaria a destruição total da economia, dos programas sociais e da vida em geral, para a maioria da população nessas regiões."

A atmosfera nas grandes cidades de toda a região estava tensa, embora não se tenham relatos de combates durante a manhã.

Os países ocidentais se preparam para aumentar a pressão sobre a Rússia, a quem acusam de engenhar a crise para desestabilizar a Ucrânia. A Rússia nega envolvimento mas fala em apoio aos insurgentes, que estariam se defendendo contra as forças fascistas ucranianos.

Os países ocidentais devem anunciar novas sanções econômicas por conta das ações do presidente Vladimir Putin sobre a Ucrânia.

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