Michelle Obama condena o sequestro de jovens na Nigéria

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Primeira-dama dos EUA diz que ela e Obama estão ‘indignados’: ‘Vemos nessas meninas, Barack e eu, nossas próprias filhas’

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, condenou neste sábado (10) o sequestro de mais de quase 300 jovens em ataque a escola em Chibok, na Nigéria. Ela chamou de "ato irresponsável" o crime cometido por "homens adultos que tentam acabar com as aspirações daquelas jovens meninas."

Anistia Internacional: Exército da Nigéria ignorou aviso sobre sequestro

Vídeo: Meninas contam como escaparam de sequestro coletivo na Nigéria

"Vemos nessas meninas, Barack e eu, nossas próprias filhas", disse Michelle no programa semanal do presidente para rádio e internet, na véspera do Dia das Mães, referindo-se a Malia, 15 anos, e Sasha, 12 anos. "Nós vemos as suas esperanças, seus sonhos e nós só podemos imaginar a angústia que seus pais estão sentindo agora.". Michelle disse ainda que ela e Obama sentem “indignação” com o episódio das jovens raptadas em 14 de abril.

AP
Michelle Obama condena sequestro de jovens na Nigéria em pronunciamento

Michelle mencionou o caso de Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa que sobreviveu após ser atingida na cabeça enquanto ia para a escola em 2012. Malala se tornou uma defensora do direito de todas meninas à educação. Ainda sobre a Nigéria, a primeira-dama ressaltou que esse não é um caso isolado, mas “uma história que vemos todos os dias ao redor do mundo, garotas que arriscam suas vidas para alcançar seus objetivos”. Ela disse ainda que no mundo há mais de 65 milhões de meninas fora da escola.

Ontem a Anistia Internacional afirmou que o exército da Nigéria havia sido alertado previamente sobre o ataque a escola, mas não agiu. Também na sexta, especialistas britânicos chegaram à capital nigeriana para ajudar a encontrar as jovens sequestradas por militantes islâmicos do Boko Haram, no nordeste da Nigéria. A Grã-Bretanha afirmou que seu objetivo não era apenas ajudar a resolver a atual crise, mas também a acabar com o Boko Haram.

Quinta-feira: Ocidente envia equipes para ajudar nas buscas por sequestradas

O sequestro em massa dos estudantes chamou a atenção do mundo sobre o grupo extremista islâmico Boko Haram e sobre as muitas vítimas civis que eles já fizeram. O presidente nigeriano Goodluck Jonathan disse em um fórum econômico na quinta que acredita "que o sequestro das garotas será o início do fim do terror na Nigéria."

No entanto, seu governo é criticado pela demora em montar operações e resgatar as meninas. O Boko Haram já matou mais de 1.500 só este ano.

Veja fotos sobre o sequestro na Nigéria

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters


Com AP

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas