Meninas contam como escaparam de sequestro coletivo na Nigéria; assista

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Boko Haram raptou cerca de 200 alunas, mas algumas delas conseguiram escapar; eles ameaçavam matá-las, diz uma delas

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Há um mês, numa ação rápida e coordenada, o grupo islamita Boko Haram sequestrou cerca de 200 meninas, todas estudantes. Algumas delas tiveram sorte e conseguiram fugir do cativeiro.

Ontem: Ocidente envia equipes para ajudar nas buscas por sequestradas na Nigéria

Confira os depoismentos clicando no link abaixo:

Meninas contam como escaparam de sequestro coletivo na Nigéria

Uma das meninas conta que os sequestradores disseram que matariam todas as garotas se elas corressem. Mas ela diz que preferia ser morta a ser capturada. Ela afirma que pulou um muro e se escondeu atrás de um muro durante toda a noite.

Outra adolescente diz que os rebeldes do Boko Haram tiraram as meninas à força da escola e a queimaram. Em seguida, dez caminhões carregaram as garotas floresta adentro. Ela diz que conseguiu fugir e correu até alcançar a casa de uma pessoa.

Veja fotos sobre o sequestro de meninas na Nigéria

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

Confiante: Presidente da Nigéria promete encontrar meninas sequestradas

Na capital da Nigéria, Abuja, um protesto pedindo pela libertação das meninas ocorre todos os dias. Os manifestantes acreditam que a pressão interna e externa está tirando o governo da Nigéria da inércia.

A ativista Hadiza Bala Usman diz que a ação do Boko Haram é inaceitável e que pessoas de todo o mundo tem demonstrado apoio pela libertação das meninas. Usman acrescenta que essa pressão tem feito provocado uma reflexão no governo nigeriano que, segundo ela, ignorou inicialmente o caso.

Fórum Econômico Mundial

Nem mesmo o Fórum Econômico Mundial, que está sendo realizado em Abuja, foi capaz de tirar as atenções internacionais para o sequestro das meninas. Durante o evento, houve um minuto de silêncio em homenagem às estudantes.

Em entrevista à BBC, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, afirmou que "o terrorismo não impedirá o mundo, nem a África nem a Nigéria de seguir o curso".

Ele diz acreditar que os investimentos feitos pelo país agora vão poder acabar com o terrorismo.

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