Exército da Nigéria ignorou aviso sobre sequestro, diz Anistia Internacional

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Fontes revelaram ao órgão que militares souberam do ataque com quatro horas de antecedência; Grã-Bretanha envia ajuda

O exército da Nigéria havia sido alertado previamente sobre ataque a escola onde ao menos 270 meninas foram sequestradas em Chibok, mas não agiu, informou grupo de direitos humanos nesta sexta-feira (9).

Vídeo: Meninas contam como escaparam de sequestro coletivo na Nigéria

AP
Manifestantes seguram cartazes para protestar contra o sequestro de meninas na Nigéria perto de uma alta comissão nigeriana em Londres, Inglaterra


Ontem: Ocidente envia equipes para ajudar nas buscas por sequestradas na Nigéria

Segundo a Anistia Internacional, forças de segurança do país receberam aviso de fontes credíveis sobre o crime mais de quatro horas antes do ataque, mas os militares não reagiram, de acordo com fontes ouvidas pela organização. Das jovens raptadas no dia 14 de abril, 53 conseguiram escapar logo após o sequestro. Mais de 200 continuam cativas.

Buscas

Nesta sexta, especialistas britânicos chegaram à capital nigeriana para ajudar a encontrar as jovens sequestradas por militantes islâmicos do Boko Haram, no nordeste da Nigéria. A Grã-Bretanha afirmou que seu objetivo não era apenas ajudar a resolver a atual crise, mas também a acabar com o Boko Haram.

"A equipe vai considerar não apenas os incidentes recentes , mas também soluções de longo prazo contra o terrorismo para prevenir mais ataques no futuro e derrotar o Boko Haram", disse o país por meio de comunicado.

Segundo o governo britânico, os rebeldes continuam a fazer ataques no nordeste nigeriano. China e França também prometeram ajudar, e o vice-primeiro ministro da Espanha, Soraya Saenz de Santamaria, afirmou aos jornalistas em Madrid, nesta sexta, que o governo também oferecerá uma equipe de especialistas da polícia para ajudar nas buscas, se a Nigéria aprovar.

Veja fotos sobre o sequestro na Nigéria

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

Confiante: Presidente da Nigéria promete encontrar meninas sequestradas

Um funcionário do governo local confirmou que os extremistas islâmicos explodiram com bombas ponte que liga a cidade de Gamboru a capital do estado de Borno, Maiduguri, sede da ofensiva militar nigeriana. O município foi atacado na segunda-feira e entre 100 e mais de 300 morreram. As comunicações na cidade são difíceis e não foi possível confirmar quando a ponte explodiu.

Sem a estrutura, comboios do exército seriam impedidos de chegarem a Gamboru , deixando o caminho aberto para os insurgentes escaparem por meio de ponte estratégica para o Camarões - esse trajeto leva até as montanhas, onde os militantes têm esconderijos em cavernas.

O sequestro em massa dos estudantes chamou a atenção do mundo sobre a Boko Haram e sobre as muitas vítimas civis dos extremistas. O presidente nigeriano Goodluck Jonathan disse em um fórum econômico na quinta que "Eu acredito que o sequestro das garotas será o início do fim do terror na Nigéria."

No entanto, seu governo é criticado pela demora em montar operações e resgatar as meninas. O Boko Haram já matou mais de 1.500 este ano.

*Com BBC e CNN

Leia tudo sobre: sequestro na nigeriaboko haramvitimasgra bretanhaeuaanistia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas