Confronto entre polícia e manifestantes deixa cinco feridos na Tailândia

Por iG São Paulo |

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Policiais usaram canhões de água para dispersar ativistas. Eles pedem, entre outras coisas, o adiamento das eleições de julho

A polícia tailandesa usou gás lacrimogêneo e canhões de água para conter centenas de manifestantes que tentavam invadir um complexo do governo, nesta sexta-feira (9). Ao menis cinco ficaram feridos. 

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AP
Um manifestante anti-governo carrega bandeira nacional enquanto caminha em frente a linha da polícia de choque e soldados em Bangcoc, Tailândia

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O incidente ocorreu quando mais de 10 mil manifestantes marcharam pela capital tailandesa para mostrar que a demissão da primeira-ministra Yingluck Shinawatra por um tribunal no início desta semana não foi suficiente. Líder do protesto advertiu que vai retaliar, se suas exigências pela remoção completa do governo não foram cumpridas no prazo de três dias.

Manifestantes marcharam até a Casa do Governo - principal gabinete do premiê tailandês - que fica rodeado por várias estações de televisão públicas. Eles pediram que as estações de TV parem a transmissão de notícias do governo e coloquem no ar as reivindicações dos manifestantes.

O partido de Yingluck, o Puea, ainda domina o governo interino e espera organizar eleições para o dia 20 de julho, mas os ativistas querem que o governo seja desmontado, as eleições adiadas e reformas para acabar com a influência do irmão de Yingluck , o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, sobre o país.

Líder dos protestos, Suthep Thaugsuban discursou aos manifestantes em um parque da cidade pedindo que eles se unissem diante do Parlamento, do gabinete do primeiro-ministro e de cinco estações de televisão para evitar que os estabelecimentos sejam utilizados pelo governo.

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"Vamos varrer os escombros do regime Thaksin para fora do país", afirmou Suthep, ex-vice-premiê em um governo liderado pelo Partido Democrata.

Thaksin, ex-magnata de telecomunicações, é considerado um vilão capitalista e corrupto por seus inimigos que apoiam a realeza tailandesa. Mas ele conquistou a lealdade da população pobre dos centros urbanos e áreas rurais com políticas populistas quando foi primeiro ministro, de 2001 até ser deposto em 2006.

Ele atualmente vive no exílio para evitar uma sentença de prisão, datada de 2008, pela acusação de abuso de poder.

Destituída

Yingluck Shinawatra, foi destituída de seu cargo após decisão da justiça na quarta-feira (7). A decisão teve gosto de vitória para os manifestantes anti-governo que realizaram protestos por seis meses nas ruas, mas ainda é pouco para resolver a crise política do país.

O Tribunal Constitucional considerou Yingluck culpada por abuso de poder ao transferir o cargo de um alto funcionário do governo para outra posição, em 2011. A justiça decidiu que a transferência foi realizada para beneficiar sua família politicamente poderosa e, portanto, violou a Constituição - acusação que ela nega.

Com a decisão, nove membros do gabinete também perderam seus cargos. Outras dezenas de ministros, porém, foram mantidos em suas funções, incluindo o vice-premiê Niwattumrong Boonsongpaisan, que foi rapidamente nomeado líder interino.

"A transferência de funcionários do governo deve ser feita de acordo com o princípio moral", disse o tribunal em sua decisão, lida em voz alta ao vivo na televisão por quase 90 minutos. "Transferir por meio de uma agenda oculta não é aceitável."

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