Argentina está 'doente de violência', diz igreja Católica

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo bispos do país, a corrupção - pública e privada - pode ser considerada um câncer social que causa injustiça e mortes

Bispos católicos da Argentina disseram nesta sexta-feira (9) que a sociedade está com problemas, “doente de violência", e que o país sofre de corrupção pública e privada, considerado "um verdadeiro câncer social causando injustiça e morte."

Abril: Onda de linchamentos preocupa governo na Argentina

AP
Maria Eugenia Diez busca seus filhos, Facundo, à esq., e Felipe, dir., em escola de Buenos Aires, Argentina. Greve geral paralisou o país (abril/2014)


Greve: Argentina amanhece dividida em dia de greve geral

Ainda segundo eles, as máfias criminosas estão correndo livre no país, promovendo a escravidão sexual e o tráfico de pessoas, drogas e armas.

"Muitos vivem com medo ao entrar ou sair de suas casas, ou se preocupam em deixar a casa vazia, ou aguardam ansiosamente o retorno de seus filhos da escola ou do trabalho. Crimes não só aumentaram em quantidade, mas em agressividade", disseram eles.

Os bispos advertiram que a indignação pública sobre o aumento da criminalidade "de modo algum justifica atos de vingança ou o ‘fazer justiça com as próprias mãos’", se referindo a onda de linchamentos no país.

Uma das causas desses problemas sociais, segundo os bispis, é a corrupção, porque corrói o respeito pelas instituições do país e, assim, promove o comportamento ilegal.

Eles disseram que a Argentina precisa promover o respeito pela lei "a partir das regras mais importantes estabelecidas na Constituição nacional, leis e regras que regem a vida cotidiana. Apenas se as leis forem respeitadas, e aqueles que as violam forem punidos, podemos reconstruir laços sociais danificadas pelo crime, impunidade e a falta de exemplos dado por aqueles que exercem alguma autoridade sobre nós."

No mês passado, série de linchamentos em várias partes do país preocupou o governo e levou até a presidente Cristina Kirchner a se pronunciar sobre o assunto durante discurso.

Logo no início do mês de abril, a imprensa argentina relatou ao menos dez casos. Em algumas ocasiões, os alvos dos linchamentos ficaram em estado grave e pelo menos um morreu.

*Com AP e BBC

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