Rebeldes sírios explodem hotel de Aleppo usado pelo Exército

Por iG São Paulo |

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Observatório fala em 14 soldados mortos enquanto milícia cita 50 vítimas fatais; os explosivos foram implantados em um túnel

Rebeldes sírios da Frente Islâmica explodiram um hotel usado pelas forças do presidente Bashar al-Assad na cidade de Aleppo nesta quinta-feira (8). O edifício ficou destruído.

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Reuters
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A explosão causou grandes danos na região, de acordo com a mídia estatal e um grupo oposicionista de monitoramento do conflito. Os rebeldes detonaram explosivos em um túnel sob o Carlton Hotel, situado perto da cidadela antiga de Aleppo.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, afirmou que 14 soldados foram mortos na explosão. Já a Frente Islâmica afirmou ter matado 50. Ambos os grupos não disseram como a contagem das vítimas foi feita, e as reivindicações não puderam ser verificadas de forma independente.

Em uma transmissão ao vivo do local da explosão, TV estatal em Aleppo mostrou uma enorme pilha de escombros, com árvores retorcidas do lado de fora, dizendo que o exército estava usando o edifício como base e soldados estavam posicionados no local no momento da explosão. Na transmissão, a TV síria não mencionou vítimas, mas disse que os rebeldes explodiram o prédio por meio de um túnel, onde implantaram explosivos.

"Eles usaram túneis como ratos porque não podem enfrentar o Exército Árabe Sírio", disse o correspondente, acrescentando que, com a explosão, foi possível sentir um terremoto em torno de Aleppo.

O ataque foi o segundo realizado pela Frente Islâmica contra o Carlton. O primeiro, supostamente realizado através de explosivos embalados em túneis, provocou um colapso parcial do edifício em fevereiro. A Frente, uma aliança de vários grupos islâmicos que lutam para derrubar Assad, parece favorecer a técnica e a tem usado para realizar ataques mortais contra as forças do governo na capital e em províncias.

Esse ataque mais recente foi um duro golpe para o governo do presidente Bashar Assad no norte, enquanto suas tropas se preparam para retomar o controle da cidade central de Homs na sequência do acordo de cessar-fogo da semana passada, depois de uma batalha feroz de dois anos contra rebeldes que tentam derrubá-lo.

Nos últimos meses, os aviões do governo bombardearam implacavelmente áreas controladas pelos rebeldes e combatentes da oposição reagiram, disparando morteiros em áreas controladas pelo governo. Os rebeldes também detonaram carros-bomba em áreas residenciais, matando dezenas de pessoas.

A Frente Islâmica postou um comunicado em seu Twitter nesta quinta dizendo que seus "combatentes esta manhã nivelaram o quartel no Carlton Hotel, na parte antiga de Aleppo, e uma série de edifícios ao redor, matando 50 soldados."

O governo sírio não divulga suas vítimas na guerra civil.

Enquanto isso, quinta-feira, eram esperados que mais rebeldes deixassem a parte central de Homs enquanto combatentes da oposição se retiram do local. O governador de Homs, Talal Barazi, disse à TV estatal síria que o processo de retirada está sendo realizado em uma "atmosfera positiva". Ele disse que Homs será declarada uma cidade "segura."

Barazi foi visto visitando Homs por meio da Al-Manar TV do Líbano, que é de propriedade do grupo militante xiita Hezbollah. Os militantes têm lutado contra rebeldes na Síria, juntamente com as tropas do governo por meses.

Um repórter da televisão estatal síria foi vista transmitindo ao vivo a partir de uma entrada para a Cidade Velha de Homs. De pé, perto da praça principal da cidade conhecida como a Praça do Relógio, o repórter entrevistou um padre que disse esperar que as pessoas da cidade fiquem a salvas novamente.

*Com Reuters e AP

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