Presidente da Nigéria promete encontrar meninas sequestradas por terroristas

Por iG São Paulo |

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Goodluck Jonathan tem sido criticado pela inércia do governo; países como França, China e EUA estão envolvidos nas buscas

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, prometeu nesta quinta-feira (8) encontrar as mais de 200 estudantes sequestradas por rebeldes islâmicos e disse que o resgate delas marcará o "início do fim do terrorismo" no país.

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Reuters
Um manifestante segura cartaz durante uma passeata em apoio as meninas sequestradas na Nigéria por membros da Boko Haram, na Cidade do Cabo, África do Sul


Em dinheiro: Nigéria oferece recompensa por informações sobre jovens raptadas

Durante discurso no Fórum Econômico Mundial sediado na capital do país, Abuja, Jonathan agradeceu a países como Estados Unidos, Reino Unido, França e China por apoiarem a Nigéria na busca das garotas, sequestradas de uma escola secundária em 14 de abril.

Ele agradeceu à presença de representantes no fórum. apesar dos perigos das ameaças de militantes, e depois rapidamente passou a falar da criação de empregos em economias africanas.

"Como uma nação, estamos enfrentando ataque de terrorismo", disse o presidente a delegações. "Acredito que o sequestro dessas garotas será o início do fim do terrorismo na Nigéria".

A França foi o mais recente país a oferecer ajuda, na quarta, dizendo ter aumentado os laços de inteligência com a Nigéria e enviado agentes de segurança para lá para investigar o Boko Haram, grupo militante que assumiu o sequestro em massa.

No mais recente ataque terrorista islâmico na Nigéria, 125 pessoas foram mortas na segunda, após homens armados terem investido contra uma cidade no nordeste, perto da fronteira com Camarões. O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, ameaçou, em um vídeo, vender "no mercado" as garotas sequestradas.

Veja fotos sobre o sequestro das jovens na Nigéria

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

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Recompensa

A polícia da Nigéria ofereceu 50 milhões de nairas, cerca de 600 mil reais, na quarta, como recompensa a quem puder dar informações que levem ao resgate de mais de 200 estudantes sequestradas por rebeldes islâmicos.

Essa oferta vem no mesmo dia em que surgiram relatos de que ataque do Boko Haram em Gamboru Ngala, perto da fronteira com Camarões, deixou mais de 100 mortos, de acordo com um senador nigeriano e várias testemunhas oculares. 

"Ao convidar o público em geral para ser parte da solução para o presente desafio de segurança, o Alto Comando da Polícia também tranquiliza todos os cidadãos que qualquer informação fornecida será tratada de forma anônima e com o máximo sigilo", disse a Polícia Nigéria, por meio de comunicado.

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O presidente tem sido criticado por esperar três semanas para reconhecer publicamente os sequestros no norte da Nigéria, onde impera a violência do grupo terrorista.

"O presidente e o governo não estão agindo da maneira mais fácil quanto as pessoas em todo o mundo pensam", disse o porta-voz presidencial, Doyin Okupe. "Nós estamos fazendo muito, mas não estamos divulgando. Nós não somos americanos. Não estamos mostrando às pessoas, mas não significa que não estamos fazendo nada", afirmou Okupe.

Ele disse que helicópteros e aviões têm procurado pelas estudantes desaparecidas em 250 localidades. E mais tropas devem compor as equipes de buscas, de acordo com o porta-voz do governo.

*Com AP e Reuters

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