Pichações anticristãs alarmam Igreja antes da visita do papa a Jerusalém

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Frase 'Morte aos árabes e cristãos e todos que odeiam Israel' foi escrita em hebraico; serviço de segurança teme judeus radicais

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A Igreja Católica Romana em Jerusalém, que se prepara para a visita do papa Francisco à cidade no final do mês, expressou preocupação com ameaças aos cristãos pichadas em propriedade da Igreja na Terra Santa por pessoas suspeitas de serem extremistas judeus.

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Em um incidente na segunda (5), a frase "Morte aos árabes e cristãos e a todos que odeiam Israel" foi escrita em hebraico em uma coluna externa do escritório da assembleia dos bispos no Centro de Nossa Senhora, em Jerusalém Oriental.

"A onda de fanatismo e intimidação contra os cristãos continua", afirmou o Patriarcado Latino de Jerusalém em seu website, referindo-se aos incidentes chamados de "etiqueta de preço".

"Mera coincidência?", indaga o patriarcado em um comunicado. "O Centro de Nossa Senhora é propriedade da Santa Sé e essa provocação surge duas semanas antes da visita do papa Francisco à Terra Santa e Jerusalém."

O diário israelense Haaretz informou que os serviços de segurança de Israel temem que radicais judaicos possam realizar um grande crime de ódio contra a população cristã ou instituições para chamar a atenção da mídia durante a peregrinação do papa.

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De acordo com o Haaretz, distritos policiais receberam a ordem de elaborar planos de segurança para proteger locais cristãos e recolher dados de inteligência sobre atividades de extremistas judeus. Um porta-voz da polícia não quis comentar a notícia diretamente, mas disse que estritas medidas de segurança serão postas em prática durante a visita do pontífice.

Nos últimos anos, os ataques da "etiqueta de preço" tiveram como alvo mesquitas, casas de palestinos e mosteiros cristãos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, territórios ocupados por Israel na guerra de 1967 e que os palestinos querem que faça parte de um futuro Estado.

As investidas sob a denominação "etiqueta de preço", termo usado por judeus ultranacionalistas para fazer com que o governo "pague" por qualquer cerceamento aos assentamentos judaicos em terras palestinas, também ocorrem em instalações militares israelenses na Cisjordânia e em vilas árabes em Israel. O papa irá à Terra Santa em 24 e 26 de maio.

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