Primeira-ministra da Tailândia é julgada por abuso de poder

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Yingluck Shinawatra está sendo acusada pela transferência de cargo irregularmente para o benefício de seu próprio partido

A premiê da Tailândia, Yingluck Shinawatra, apareceu diante do Tribunal Constitucional nesta terça-feira (6), em Bangcoc, para se defender das acusações de abuso de poder.

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AP
A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, chega ao Tribunal Constitucional em Bangkok, Tailândia


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No cargo desde 2011, a primeira-ministra é acusada de determinar a transferência de um alto funcionário para benefício do próprio partido, quando ela era chefe de segurança nacional. Grupo de senadores anti-governamentais afirmam que a transferência de cargos violou a Constituição.

Se for julgada culpada, ela poderá ser afastada do cargo e proibida de se candidatar a cargos políticos por cinco anos.

"Eu nego todas as acusações", disse Yingluck calmamente, sentada ao lado de seus advogados. "Como primeira-ministra, tenho o direito de assumir responsabilidades para com o povo...e para o benefício geral do povo."

Após o testemunho da premiê, o juiz Charoon Intachan afirmou que a corte daria seu parecer na quarta-feira (7). Além dela, membros de seu gabinete, que estavam no escritório no momento da transferência de cargo, também podem ser responsabilizados juridicamente.

O testemunho de Yingluck no Tribunal Constitucional marca a mais recente reviravolta na crise política da Tailândia. Aliados acusam os tribunais de tentarem derrubar a primeira-ministra por meio injusto do sistema legal, depois que os seis meses de protestos contra o governo não conseguiram derrubá-la. Seus defensores dizem que os tribunais são tendenciosos contra ela e seus aliados políticos.

A Tailândia tem sido dominada pelo conflito político desde 2006, quando o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, bilionário irmão de Yingluck, foi deposto por um golpe militar após ser acusado de corrupção e abuso de poder.

Opositores e simpatizantes do então premiê tomaram as ruas em um longo período de luta pelo poder, que pretende derrubar Yingluck, no cargo desde 2011. Oponentes dizem que ela é uma representante do irmão, que está vivendo no exterior, em exílio auto-imposto. Mais de 20 pessoas foram mortas em violência relacionada protesto desde novembro.

Atualmente, Yingluck ocupa o cargo interinamente, após ter antecipado as eleições nacionais em fevereiro, como uma forma de firmar seu mandato após série de protestos contra ela. No entanto, as eleições foram anuladas pelo Tribunal Constitucional e novas eleições foram programados para julho.

*Com AP e BBC

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