Naufrágio na Coreia do Sul: Mergulhador da equipe de buscas morre

Por iG São Paulo |

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Ele tinha 53 anos e estava hospitalizado após ter sido resgatado inconsciente por colegas; polícia faz mais prisões após tragédia

Um mergulhador civil envolvido nas buscas por desaparecidos após desastre com o navio sul-coreano morreu em um hospital nesta terça-feira (6).

Tragédia: Naufrágio de balsa na Coreia do Sul já soma 244 vítimas fatais

AP
A estudante sul-coreana Park Jae-hee, de 24 anos, chora após tributo às vítimas de navio que naufragou na costa da Coreia do Sul (28/04)

Crime: Balsa não foi esvaziada porque o mar arrastaria as pessoas, diz capitão

Ele tinha 53 anos e estava hospitalizado desde que foi resgatado inconsciente por seus colegas em sua primeira missão subaquática nas buscas, explicou porta-voz da força-tarefa montada pelo governo, Ko Myung-seok, por meio de um comunicado. Ele foi a primeira vítima fatal entre os integrantes do grupo de resgate. 

Apesar da morte, os mergulhadores mantiveram as buscas desta terça. Autoridades acreditam que a maioria doos desaparecidos está em 64 das 111 áreas do navio. Ko afirma que mergulhadores já procuraram nesses 64 locais ao menos uma vez, mas planejam voltar para uma segunda averiguação.

Escuridão, detritos flutuantes e o labirinto de corredores e cabines a bordo têm dificultado as buscas.

Investigações

Os investigadores também fizeram as primeiras prisões de pessoas que não estavam a bordo do Sewol quando o navio afundou. Três pessoas foram presas entre sexta e domingo sob suspeita de negligência pelo grande volume de carga a bordo, de acordo com os promotores.

Veja o desespero das famílias das vítimas

Parente de uma das vítimas, segurando retrato envolto em lençol branco, chora após tributo em Ansan, Coreia do Sul (23/4). Foto: ReutersMergulhadores buscam sobreviventes de naufrágio de balsa na Coreia do Sul (22/4). Foto: BBCParente de passageiro que estava a bordo de balsa naufragada em Seul chora enquanto aguarda informações em porto de Jindo (19/4). Foto: APBoias são rebocadas por um barco da marinha sul-coreana para ser instalada na balsa afundada na Coreia do Sul (18/4). Foto: ReutersCriança é resgatada por policiais marítimos sul-coreanos ao sair do navio 'Sewol', que naufragou em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersCorpo de um dos passageiros da balsa que afundou na região costeira da Coreia do Sul é levado para hospital em Jindo (16/04). Foto: APAdolescentes resgatadas após naufrágio na Coreia do Sul choram em academia para onde foram levadas (16/04). Foto: ReutersMulher se emociona ao ver o nome do filho em lista de sobreviventes na academia para onde eles foram levados, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersUma mãe se emociona ao ver o filho entre os resgatados após naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersHomem é socorrido no porto após ser resgatado de balsa que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEquipes de resgate auxiliam sobrevivente de naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersParente espera por notícias sobre os desaparecidos sozinho, em uma área do porto em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APGrupo de familiares espera por notícias dos desaparecidos após naufrágio, em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APEquipes da guarda costeira resgatam as vítimas de um navio que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: APPassageiros resgatados após naufrágio de balsa na Coreia do Sul são escoltados por equipes de resgate em sua chegada ao porto de Jindo, em Seul (16/04). Foto: APParentes a espera de notícias acompanham as buscas por desaparecidos na Coreia do Sul (16/04). Foto: APFamiliares choram enquanto aguardam por notícias de passageiros desaparecidos após naufrágio, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APOficiais da guarda costeira sul-coreana tentam resgatar passageiros de naufrágio (16/04). Foto: APHelicópteros de resgate sobrevoam balsa de passageiros sul-coreanos que afundou com mais de 450 pessoas, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APBalsa com tripulantes acabou afundando na Coreia do Sul. Maior parte das pessoas a bordo eram estudantes (16/04). Foto: APOficiais marítimos (de preto) tentam resgatar passageiros (com coletes salva-vidas) a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol' (16/04). Foto: ReutersOficial marítimo (de preto) resgata passageiros a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol', que naufragou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEmbarcação estava cheia de estudantes e acabou naufragando na Coreia do Sul. Autoridades marítimas buscam por desaparecidos (16/04). Foto: ReutersBalsa sul-coreana 'Sewol' é vista afundando no mar ao longo de Jindo, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersFamiliares choram enquanto esperam por passageiros desaparecidos de uma balsa que naufragou, no porto Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APDurante as buscas noturnas, autoridades iluminaram região para fazer os primeiros resgates, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersBusca da polícia marítima por passageiros desaparecidos com sinalizadores, após naufrágio da embarcação 'Sewol', na Coreia do Sul (16/04). Foto: Reuters

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Até agora foram presas 19 pessoas, 15 delas membros da tripulação, acusados de abandonar os passageiros. Um executivo ligado a Chonghaejin, empresa proprietária da balsa, foi detido por suspeita de negligência relacionada a finanças.

Segundo a investigação, a sobrecarga da balsa pode ter causado o naufrágio. O navio transportava cerca de 3.608 toneladas de carga, três vezes mais que sua capacidade. Uma balsa muito carregada pode perder o equilíbrio facilmente ao fazer uma pequena curva, por exemplo.

O naufrágio causou comoção nacional. Desde domingo, 1,1 milhões de pessoas haviam passado pelos 131 memoriais em todo o país, de acordo com um comitê de apoio funeral criado pelo governo para as vítimas da tragédia. Nesta terça, feriado nacional na Coreia do Sul pelo aniversário de Buda, mais pessoas são esperadas para visitar as estações de luto.

Segunda também foi feriado no país pelo dia das crianças, mas vários eventos foram cancelados ou adiados por causa do naufrágio. O Centro de Sejong de Artes Cênicas da prefeitura de Seul cancelou série de eventos ao ar livre e festivais de música.

Apoio 

A presidente Park Geun-hye visitou cerca de 50 familiares das vítimas no domingo. “Eu também passei pela dor de perder alguém da família, então eu compreendo o que vocês estão sentindo”, declarou.

Park se referiu as mortes violentas de seus pais - Park Chung-hee, seu pai, foi ex-presidente do país entre 1963 e 1969. “Meu coração se parte só de pensar em como vocês devem estar se sentindo”, acrescentou. Na ocasião, ela prometeu que serão feitos todos os esforços para resgatar os corpos desaparecidos e para punir os responsáveis pela tragédia.

*Com AP e Reuters

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