China detém cinco antes do 25º aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial

Por Reuters |

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Entre eles está Pu Zhiqiang, advogado que defende a liberdade de expressão; não se sabe o que levou a prisão desses ativistas

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A China prendeu nesta terça-feira (6) cinco ativistas pró-direitos humanos, de acordo com três advogados e um grupo defensor dos direitos. As prisões aconteceram após a participação do grupo em um evento no final de semana que pedia uma investigação sobre os protestos pró-democracia na Praça da Paz Celestial, em 1989.

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Advogado chinês Pu Zhiqiang fala com jornalistas do lado de fora de tribunal no município de Chongqing, China (2012)


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Entre os detidos está Pu Zhiqiang, destacado advogado que atua na defesa da liberdade de expressão e representa muitos dissidentes, incluindo o artista Ai Weiwei e um ativista do "Movimento dos Novos Cidadãos", um grupo que faz campanha para que os líderes chineses divulguem seus bens.

Ele também se opõe ao sistema de campos de trabalho forçado, que o governo aboliu, e aparecia em destaque na mídia estatal por causa daquela campanha - algo incomum para um crítico do governo.

Foram também detidos o dissidente Liu Di e o professor Xu Youyu, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, um círculo governamental que reúne pensadores, disse o advogado defensor de direitos humanos Shang Baojun, citando conversas que manteve com familiares de Liu e Xu.

Shang disse não saber do que Liu e Xu são acusados, já que suas famílias não receberam notificação das prisões.

Os dissidentes Hu Shigen e Hao Jian, professores da Academia de Cinema de Pequim, também foram detidos, de acordo com a entidade Defensores Chineses dos Direitos Humanos, grupo com sede na China.

As prisões elevam os riscos de uma repressão aos dissidentes e demonstram o quanto os líderes chineses se preocupam com críticas semanas antes do 25º aniversário das manifestações na Praça da Paz Celestial, em Pequim (em 4 de junho de 1989), esmagadas pelas forças chinesas.

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