Ataque a facadas em estação de trens deixa seis feridos na China

Por iG São Paulo |

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Suspeito foi levado a hospital de Guangzhou após ser baleado por policiais; já é o terceiro ataque em pouco mais de 2 meses

A polícia chinesa atirou e feriu suspeito de atacar passageiros em uma estação ferroviária lotada de Guangzhou, na província de Guangdong, sul da China, nesta terça-feira (6). Seis ficaram feridos e foram levados a hospital da região. 

Semana passada: Ataque em estação de trem de Xinjiang deixa três mortos, diz China

Reuters
Suspeito de ataques com faca em estação de trem de Guangzhou, na província de Guangdong, China, é levado por policiais

Violência: China culpa extremistas religiosos por bomba em estação de trem

Não houve nenhuma explicação imediata sobre o que teria motivado o mais recente ato de violência no país. Este já é o terceiro ato terrorista contra civis em uma estação de trem que a China sofre em pouco mais de dois meses. 

Policias de Guangzhou informaram, por meio de comunicado, que "chegou rapidamente ao local" e atirou no culpado, após ter seu aviso de prisão ignorado pelo criminoso. Os oficiais relataram que o agressor havia sido levado para um hospital e estava recebendo tratamento médico, sem mais detalhes sobre seu quadro clínico. As seis vítimas do agressor também estariam recebendo tratamento médico.

Inicialmente, o diário oficial Nanfang havia dito que um outro suspeito também havia sido preso por envolvimento no ataque. Já a mídia do país informou que grupo de dois a quatro pessoas era responsável pelos ataques. Mas a polícia desmentiu os rumores e disse que apenas uma pessoa era suspeita pela violência.

O ataque ocorreu após o país reforçar a segurança depois que dois ataques mortais em estações de trem atribuídos a extremistas da China ocidental aconteceram. A apreensão começou a crescer desde que um carro explodiu nas imediações da Praça Tiananmen em outubro, matando 29 pessoas.

À época, o governo culpou militantes da região de Xinjiang, no extremo oeste do país. Rica em recursos naturais e com localização estratégica na fronteira da Ásia Central, Xinjiang vive há anos episódios de violência que as autoridades chinesas atribuem a grupos islamitas.

Na semana passada, atentado suicida em uma estação de trem na região extremo oeste de Xinjiang - onde extremistas da população turca muçulmana têm travado uma insurgência latente contra Pequim há anos - deixou três pessoas mortas e 79 feridos, o que levou o presidente chinês Xi Jinping a exigir "ações decisivas" contra o terrorismo.

*Com Reuters e AP

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