Sete inspetores foram mantidos sob o poder dos rebeldes por 8 dias na cidade de Slovyansk; onda de violência afeta o leste

Os sete observadores da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) que estavam sendo mantidos reféns por ativistas pró-Rússia desde o dia 25 de abril foram libertados neste sábado (3), de acordo com o líder dos rebeldes em Slovyansk, Vyacheslav Ponomarev.

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O líder do grupo de observadores da OSCE, Axel Schneider, conversa com a imprensa após sua libertação neste sábado
Associated Press
O líder do grupo de observadores da OSCE, Axel Schneider, conversa com a imprensa após sua libertação neste sábado

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A notícia coincide com a retomada das atividades militares pelo governo ucraniano para combater os separatistas do leste. O ministro do interior da Ucrânia anunciou que o governo local recuperou o controle de uma antena de tevê na região.

De acordo com a Rússia, acusada de estar por trás dos protestos, o paós "já não exercer nenhuma influência" sobre os ativistas. Em contrapartida, Moscou acusa Kiev e o ocidente de ser responsável pela onda de violência na cidade de Odessa, que deixou ao menos 36 mortos.

A agência russa RIA informou que Vladimir Luking, um enviado do presidente Vladimir Putin para negociar a libertações dos reféns, declarou que “Todas as 12 pessoas da minha lista foram libertadas”.  Após sua libertação, o alemão Axel Schneider, líder da equipe de observadores, falou à imprensa.

Líderes ocidentais condenaram o sequestro

Na sexta, o presidente americano Barack Obama novamente pediu que os observadores fossem libertados, declarando que o sequestro era “imperdoável” e “vergonhoso”. Em discurso conjunto com o presidente americano em Washington, a chanceler alemã Angela Merkel declarou que a libertação dos setes - quatro alemães, um dinamarquês, um polonês e um tcheco - seria um “importante avanço” para aliviar a tensão na região.

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Pelo menos 42 pessoas foram mortas em combates entre apoiadores e oponentes da Rússia no sul da Ucrânia, que terminaram com os manifestantes pró-Rússia presos em um edifício em chamas, trazendo o país para mais perto da guerra.

Violência

O tumulto no porto de Odessa no Mar Negro, que acabou em incêndio em edifício sindical, foi de longe o pior incidente na Ucrânia desde levante em fevereiro que terminou com o presidente pró-Russo fugindo do país.

A onda de violência aconteceu no mesmo dia em que o governo de Kiev fez seu maior esforço até agora para reassegurar o controle sobre áreas separatistas no leste, a centenas de quilômetros de distância, onde rebeldes pró-Rússia fortemente armados proclamaram a "República Popular de Donetsk".

Pelo menos 42 pessoas foram mortas em combates entre apoiadores e oponentes da Rússia no sul da Ucrânia, que terminaram com os manifestantes pró-Rússia presos em um edifício em chamas, trazendo o país para mais perto da guerra.

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Também espalhou a violência do centro da zona separatista no leste para uma área longe da fronteira russa, levantando a possibilidade de que as turbulências se disseminem mais amplamente pelo país, que tem população de 45 milhões e é do tamanho da França.

*Com AP, BBC e Reuters

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