Resgate tenta encontrar sobreviventes após tirar mais de 350 corpos da província de Badakhshan, nordeste do país, diz ONU

BBC

Equipes de resgate tentam sem sucesso encontrar sobreviventes de um deslizamento de terra que pode ter deixado mais de dois mil mortos na província de Badakhshan, no nordeste do Afeganistão. Segundo fontes da ONU, até agora mais de 350 corpos foram recuperados.

Ontem: Chega a 350 o número de mortos após deslizamento de terra no Afeganistão

Mais de 300 casas foram soterradas por avalanche de lama e pedra
AP
Mais de 300 casas foram soterradas por avalanche de lama e pedra


2012: Afegãos temem que deslizamento após terremotos tenha deixado 80 mortos

Cerca de 300 casas foram soterradas e outras 700 foram atingidas por uma avalanche de lama e pedra quando parte de uma montanha se soltou após as chuvas torrenciais que castigaram o norte e o leste do país nos últimos dias.

O correspondente da BBC em Cabul David Loyn diz que os esforços de resgate são rudimentares e que é improvável encontrar sobreviventes. A polícia local forneceu pão e água a milhares de pessoas que passaram a noite desabrigadas.

Dez metros de lama

Aidan O'Leary, chefe das operações da ONU em Cabul, confirmou à BBC que é grande a chance de que mais de duas mil pessoas tenham perdido a vida.

"Equipes de resgate tentam desesperadamente encontrar sobreviventes, mas até agora não obtiveram sucesso", disse ele.

"Mais de 300 casas estão soterradas embaixo de dez metros de lama e com a escala e rapidez com que o desastre ocorreu, é impossível resgatar essas vidas", disse ele, acrescentando que cerca de quatro mil pessoas estão desabrigadas.

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O deslizamento ocorreu na manhã de sexta-feira, dia de descanso no Afeganistão. Acredita-se que muitas pessoas estavam em casa e que famílias inteiras estejam sob os escombros. A chuva na região continua neste sábado, aumentando o risco de novos deslizamentos e prejudicando os esforços de resgate.

A província de Badakhshan fica na região mais remota e montanhosa do Afeganistão e faz fronteira com o Tajiquistão, China e Paquistão.

Correspondentes dizem que a região é uma das mais desfavorecidas em um dos países mais pobres do mundo, e que pode levar semanas até que se conheça a verdadeira dimensão desta catástrofe.

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