Obama e Merkel pedem que Rússia influencie pró-russos a recuarem na Ucrânia

Por iG São Paulo |

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O presidente dos EUA e a chanceler da Alemanha pediram ainda que a Rússia influencie os grupos militares que estão no leste

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, pediram à Rússia nesta sexta-feira (2) que influencie os rebeldes na Ucrânia a recuarem. 

Hoje: Rebeldes pró-Rússia abatem dois helicópteros militares no leste da Ucrânia

Reuters
O presidente dos EUA, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, discursam no Jardim Rosa da Casa Branca, em Washington, EUA


Ontem: Ucrânia expulsa diplomata militar russo por espionagem

Durante discurso ao lado do presidente americano, Angela disse que "estamos prontos e preparados" para impor sanções setoriais à Rússia, em declaração na Casa Branca, EUA.

"Há uma ampla gama de possibilidades que estão sendo preparadas pela União Europeia", disse ela. "Vamos passar para uma terceira etapa de sanções. Vou reforçar que isso não é necessariamente o que queremos." 

Já Obama afirmou considerar vergonhoso que milícias estejam mantendo observadores internacionais detidos no leste do país.

Reféns da OSCE

Na quinta-feira (1), a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, chamou novamente o presidente russo, Vladimir Putin, para lhe ajudar a interceder pela soltura dos sete observadores da OSCE, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, mantidos reféns por separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

Em comunicado, a porta-voz Christiane Wirtz afirmou que Angela "apelou ao presidente para usar sua influência" e ajudar a resolver a situação. Ela também lembrou Putin da responsabilidade da Rússia no caso por sua associação com a OSCE. Oito observadores foram feitos reféns no início de abril e um foi libertado. Entre os sete que ainda estão sob o poder dos rebeldes estão três oficiais alemães e um intérprete de alemão.

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Segundo o Kremlin, Putin ressalta que a Ucrânia deve retirar suas tropas do sudeste do país, acabar com a violência na região e iniciar rapidamente diálogo nacional sobre a reforma da constituição do país para acabar com a crise.

Crise ucraniana

Um homem morreu durante confronto entre manifestantes pró-Rússia e outros que defendem a unidade da Ucrânia, nesta sexta-feira, na cidade portuária de Odessa, de maioria da população com fala russa, informou a polícia.

A polícia disse em comunicado que os manifestantes lançaram bombas caseiras, pedras e "artigos explosivos" durante os confrontos na cidade do sul, e que o homem que morreu levou um tiro no peito que perfurou o pulmão esquerdo. Ele morreu antes da chegada da ambulância.

Um porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, disse que a ofensiva militar ucraniana realizada no leste do país nesta sexta "efetivamente destruiu a última esperança para a implementação dos acordos de Genebra", que visam atenuar a crise. Ele acusou o governo ucraniano de fazer bombardeios aéreos contra civis, numa "operação punitiva".

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Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Ameaça: Ucrânia está em alerta máximo sobre possível ataque russo

Na quinta, Putin advertiu a Ucrânia para não se mover contra os insurgentes e disse que deveria retirar os seus militares de regiões leste e sul do país. Embora as forças ucranianas pareçam estar realizando uma das suas operações mais coordenadas até agora, seu avanço no terreno foi limitado.

A Rússia diz estar "extremamente preocupada" com o destino dos russos na cidade, incluindo um enviado que tinha a missão de libertar reféns estrangeiros, segundo o Kremlin. O governo russo tem dezenas de milhares de soldados concentrados na fronteira com a Ucrânia, e se diz no direito de invadir o país vizinho para proteger a população russófona da Ucrânia.

Violência

Rebeldes pró-Rússia abateram nesta sexta dois helicópteros ucranianos, matando dois tripulantes, enquanto soldados reforçaram o cerco à cidade de Sloviansk, dominada por separatistas, e Moscou acusou Kiev de lançar um ataque "criminoso" que acabou com a esperança de paz.

Segundo nota do Ministério da Defesa ucraniano, os dois helicópteros de combate Mi-24 foram derrubados por mísseis terra-ar lançados por bazucas, enquanto realizavam uma patrulha noturna na região de Slovyansk, cidade a 160 quilômetros da fronteira com a Rússia.

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Além da morte dos tripulantes, outros também ficaram feridos após o ataque. Funcionários ucranianos e um líder separatista em Sloviansk disseram que um aviador foi preso. Um terceiro helicóptero, modelo Mi-8, também teria sido atingido por disparos.

O serviço de segurança da Ucrânia acrescentou ainda que a cidade estava simplesmente sob o controle de moradores armados. A agência informou que suas forças estavam lutando contra "militares estrangeiros altamente qualificados" em Slovyansk.

Jornalistas da Reuters no mais fortificado reduto dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia ouviram disparos e viram um helicóptero abrindo fogo, ainda de madrugada. Dez horas depois, a cidade estava bastante calma, com lojas fechadas e separatistas armados controlando as ruas.

*Com AP e Reuters

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