Novos resgates de corpos podem ser dificultados devido à mudanças no ciclo das marés

Mais cinco corpos foram resgatados do navio naufragado nesta sexta, em meio a preocupações de que as correntes marítimas possam dificultar novos resgates ou mesmo afastar os corpos de vítimas do local do naufrágio.

Desde que a balsa Sewol, com 476 passageiros, afundou na ilha de Jindo, no leste do país, em 16 de abril, houve a confirmação de 226 mortes, a maioria de estudantes de nível médio que estavam em uma viagem a ilha turística de Jeju.

Outras 76 pessoas continuam desaparecidas, e há a suspeita de que seus corpos tenham perdidos. A reforçar esse temor houve a recuperação de um corpo, mais cedo nesta sexta, a cerca de 4km do local do acidente. Dois dias atrás, um corpo foi encontrado a 2km de distância.

Um total de 174 pessoas, incluindo a maioria dos tripulantes do navio, foi resgatada no dia da tragédia, mas desde nenhum sobrevivente foi encontrado.

Nesta sexta, a marinha, a guarda costeira e mergulhadores atuam à esquerda e ao centro do quarto e quinto andares do navio, onde ainda não haviam concentrado esforços.

O local do naufrágio é afetado por marés vivas, o que pode reduzir o ritmo dos trabalhos de resgate. A maré viva é um fenômeno caracterizado por grandes diferenças entre as marés alta e baixa. As correntes marítimas são 40% mais fortes durante as marés vivas em comparação com o período de marés mortas, em que essa diferença é mínima.

Com informações da agência Yonhap News

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